O Maranhão pode ser um grande produtor nacional de petróleo e gás com a exploração da Margem Equatorial, área em alto-mar que já vem sendo chamada de novo pré-sal brasileiro. A afirmação é de Cláudio Jorge Souza, diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
“Temos dados que indicam a presença de gás na Bacia de Barreirinhas. O sistema petrolífero já existe. Além disso, a exploração de gás onshore é uma realidade. A Eneva produz, com sucesso, muito gás nas bacias em terra”, destacou, em reunião realizada nesta terça-feira (26/9) com o governador Carlos Brandão.
Para Souza, o Maranhão vem ganhando visibilidade nacional e internacional com a possibilidade de exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial.
“Isso será importante para a atração de novos investimentos. Já existem empresas interessadas em atuar no estado”, disse, acrescentando que a exportação da produção pode ser feita pelo Porto do Itaqui.
“Todo brasileiro deveria conhecer o Porto do Itaqui “, afirmou.
Durante a reunião, o governador Carlos Brandão destacou a importância da exploração de petróleo e gás no estado.
“Este fator contribuirá para a geração de mais empregos e renda, ampliando as possibilidades econômicas do estado”, reforçou.
De acordo com dados da ANP, a exploração e produção de petróleo na Margem Equatorial pode representar algo em torno de US$ 150 bilhões em royalties e participações especiais para os estados próximos da nova fronteira.
“Estamos bem adiantados”, afirma presidente da Gasmar
Participaram do encontro, o secretário-chefe da Casa Civil, Sebastião Madeira e o presidente da Companhia Maranhense de Gás (Gasmar), Allan Kardec Duailibi.
Para Kardec, a apresentação da ANP é de extrema relevância para o estado.
“O diretor Cláudio Jorge Souza veio dizer que há gás não só em terra, mas no mar do Maranhão. Essa é uma informação que coloca o estado em um patamar diferente daquilo que a gente imaginava antes. Então nós estamos bem adiantados”, declarou.





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