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Maranhão lidera produção de etanol no Norte e Nordeste

O Maranhão lidera a produção de etanol no Norte e Nordeste. De acordo com o Sindicato das Indústrias de Cana, Açúcar e Álcool do Maranhão e Pará (Sindicanálcool), a instalação e a ampliação de plantas industriais nos últimos anos elevaram o estado da sétima para a primeira posição regional.
Além da produção do biocombustível à base de cana-de-açúcar, o estado incorporou o milho à cadeia produtiva do etanol em Balsas. Segundo o Sindicanálcool, a instalação da Inpasa no município, no ano passado, impulsionou a economia local ao gerar novas empresas, ampliar a produção agrícola e abrir canais para negócios relacionados, como a fabricação de óleo e o fornecimento de DDG, insumo para a alimentação animal.
Com isso, Balsas já tem o terceiro maior Produto Interno Bruto (PIB) do estado e tende a subir para a segunda posição. As demais usinas do estado são: Alternativa, em Tuntum; Itapecuru Bioenergia, em Aldeias Altas; Maity Bioenergia, em Campestre do Maranhão; e Agro Serra, em São Raimundo das Mangabeiras.
Apesar dessa posição, de acordo com o Sindicanálcool, o estado ainda tem o menor consumo per capita do combustível no país.
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Balança comercial do Maranhão registra superávit de US$ 68,8 milhões entre janeiro e maio

A balança comercial maranhense registrou um superávit de US$ 68,8 milhões no acumulado dos cinco primeiros meses do ano. Entre janeiro e maio, a corrente comercial (soma das importações e exportações) do estado alcançou US$ 3,2 bilhões, resultado de US$ 1,6 bilhão em exportações e US$ 1,6 bilhão em importações.
Os dados são do Comex Stat, sistema do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços que reúne informações do comércio exterior brasileiro.
De janeiro a maio, o Maranhão respondeu por 1,1% das exportações e 1,4% das importações totais do país. O estado é, hoje, o 14º exportador e o 12º importador nacional.
Entre os principais parceiros comerciais do estado estão os Estados Unidos, com uma corrente comercial de US$ 696,7 milhões, seguidos pela China (US$ 615,9 milhões) e pela Rússia (US$ 436,7 milhões). Canadá, Arábia Saudita e Holanda também se destacaram entre os mercados de maior intercâmbio com o Maranhão no período.
A soja foi responsável por 37% das exportações do estado, movimentando US$ 609,1 milhões entre janeiro e maio. Outros setores relevantes foram o de alumina, com US$ 423,6 milhões em produtos exportados, e o de celulose, que somou US$ 276,6 milhões.
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Maranhão registra avanço no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal

O estado do Maranhão alcançou o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,745 em 2024, segundo dados do Radar IDHM 2024, publicação elaborada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com a Fundação João Pinheiro (FJP) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado coloca o Maranhão na faixa de alto desenvolvimento humano e confirma a trajetória de recuperação e crescimento registrada no período recente. Entre 2021 e 2024, o índice maranhense apresentou avanço nominal de 0,044, ou aproximadamente 6,28%, saltando de 0,701 para o patamar atual. Em 2012, o índice do estado era de 0,669.
A Região Metropolitana da Grande São Luís também acompanhou essa retomada. Entre 2021 e 2024, o índice da região saltou de 0,760 para os atuais 0,806, registrando um crescimento nominal de 0,046 ponto (avanço de 6%) e consolidando-se na faixa de alto desenvolvimento humano.
De acordo com o levantamento, a região apresentou melhorias sólidas nos indicadores sociais e econômicos nos últimos anos, embora o estudo alerte para a necessidade contínua de enfrentamento das desigualdades internas.
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Maranhão passa a integrar indicador do Banco Central

O Maranhão passou a integrar o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) do Banco Central. Versão regionalizada do IBC-Br, calculado mensalmente pelo Banco Central, o IBCR funciona como uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto) em nível estadual e regional, permitindo antecipar o ritmo de crescimento dos setores agropecuário, industrial e de serviços antes da divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Além do Maranhão, passaram a integrar o indicador os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte. Com a inclusão, o Índice de Atividade Econômica Regional passa a abranger dezessete estados.
As unidades da federação que compõem o indicador são: AM, PA, BA, CE, PE, ES, MG, RJ, SP, PR, RS, SC e GO, além dos “novatos” MA, MT, MS e RN.
Ricardo Sabbadini, Chefe do Departamento Econômico do Banco Central, explica a importância de se ter um maior número de estados abrangidos pelo IBCR: “A ampliação da cobertura regional é um objetivo contínuo, na medida em que aumenta a representatividade e o alcance analítico do índice”, afirma.
Segundo Sabbadini, a inclusão de mais quatro estados no cálculo do IBCR decorreu da ampliação da disponibilidade de dados primários com abertura por unidade da federação, em especial os produzidos pelo IBGE, o que permitiu reavaliar a viabilidade do cálculo do indicador para esses estados.
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Maranhão gerou 1.275 empregos com carteira em abril

O estado do Maranhão gerou 1.275 empregos formais em abril de 2026, segundo os dados do Novo Caged, divulgados nesta quinta-feira (28/5), pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Três dos cinco grandes grupos de atividades econômicas pesquisadas registraram saldo positivo no estado no quarto mês do ano. O setor de Serviços foi o que mais gerou empregos formais, tendo aberto 1.379 vagas. Em seguida aparecem a Construção (302) e a Indústria (205 postos). O desempenho negativo foi registrado no Comércio (-210) e Agropecuária (-401).
A capital São Luís foi o município maranhense com maior saldo de empregos formais em abril, tendo gerado 885 novos empregos com carteiras assinadas. Em seguida aparecem as cidades de Imperatriz (378), São Domingos do Maranhão (112) e São José de Ribamar (86).
No recorte por gênero, a maior parte dos empregos com carteira assinada gerados no Maranhão em abril foi ocupada por mulheres: 956. No período, os homens foram responsáveis por ocupar 319 novos empregos.
No que diz respeito à faixa etária, o maior saldo dos postos gerados no Maranhão no período foi de vagas ocupadas por jovens de 18 a 24 anos, que preencheram 1.679 novos postos formais. Na análise sobre grau de instrução, o maior saldo dos vínculos no estado em abril foi de pessoas com ensino médio completo, que preencheram 1.313 vagas.
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“Falta pouco para anúncio sobre petróleo na Margem Equatorial”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que “falta pouco” para a Petrobras anunciar se na Margem Equatorial há a quantidade de petróleo ou de gás estimadas preliminarmente.
“Temos, obviamente, muita responsabilidade para extrair petróleo lá, e temos uma vantagem que é a expertise da Petrobras, a melhor empresa do mundo para fazer prospecção em águas profundas. Portanto, nós estamos tranquilos com relação à possibilidade”, disse o presidente nesta quarta-feira (27), em entrevista ao Jornal do Amazonas, em Manaus.
A expectativa do Ministério de Minas e Energia, anunciada em 2025, é de que a Margem Equatorial se torne um novo pré-sal. As reservas estimadas são de pelo menos 30 bilhões de barris de petróleo, segundo a Petrobras, citando dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O presidente acrescentou que a presença de petróleo na região seria positiva para o desenvolvimento da Região Norte como um todo, e não apenas do Amapá.
Outros poços
Lula anunciou também na entrevista que a estatal voltará a explorar petróleo em outras localidades abandonadas nos últimos anos e que outros poços, como o de Urucu, no interior da floresta amazônica, podem ser ampliados.
De acordo com o presidente, a estatal voltará a perfurar o poço de Urucu, uma das principais áreas petrolíferas terrestres (onshore) do país, localizada na Bacia do Solimões.
“Vamos fazer 18 novos poços ali para ver se a gente consegue encontrar mais coisa. Voltaremos a prospectar em lugares que tinham sido abandonados. Não vamos perder tempo”, completou.
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BNDES amplia aprovações de crédito para o Maranhão

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ampliou as aprovações de crédito para o Maranhão no 1º trimestre de 2026, alcançando R$ 454,7 milhões. O valor aprovado para o estado foi 46,4% superior ao mesmo período de 2025 (R$ 310,6 milhões).
De acordo com o BNDES, os recursos aprovados beneficiaram todos os setores da economia, como agropecuária (R$ 142,8 milhões), comércio e serviços (R$ 149,1 milhões), indústria (R$ 7,1 milhões) e infraestrutura (R$ 155,7 milhões). Micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) foram responsáveis por R$ 354,7 milhões do total de crédito aprovado, valor 30% superior a 2025 (R$ 272,9 milhões).
Desde 2023, o BNDES aprovou para o Maranhão um total de R$ 6,95 bilhões. O volume é 82,2% superior ao aprovado entre 2019 e 2022 (R$ 3,82 bilhões).
“No Maranhão, o BNDES tem contribuído também para impulsionar o empreendedorismo no estado. Desde 2023, 55,9% do total aprovado para o estado foram para micro, pequenas e médias empresas, cerca de R$ 3,88 bilhões”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
Ainda de acordo com o BNDES, as aprovações de crédito para a Região Nordeste alcançaram R$ 3,38 bilhões no 1º trimestre de 2026, valor 98,2% superior ao realizado no mesmo período de 2025. Para a região, as aprovações desde 2023 chegaram a R$ 57,01 bilhões, valor 19,8% superior ao registrado entre 2019 e 2022 (R$ 47,57 bilhões).
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Margem Equatorial tem potencial semelhante ao pré-sal, diz Mercadante

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou que os estudos geológicos e o mapeamento da plataforma continental brasileira apontam que a Margem Equatorial pode ter potencial semelhante ao do pré-sal. Segundo ele, porém, a existência de reservas só poderá ser comprovada após a perfuração exploratória.
Em entrevista ao Canal Livre, da Band, Mercadante defendeu a continuidade das pesquisas na região e afirmou que a avaliação técnica justifica a prospecção, embora ainda não haja confirmação sobre volume, viabilidade e modelo de produção.
“Só é possível comprovar uma reserva quando a broca bate no óleo”, afirmou Mercadante. “Faz todo sentido prospectar, descobrir se temos, quanto temos e depois ver qual é o melhor mecanismo de produção”, acrescentou.
Questionado sobre prazos para o início de operações na Margem Equatorial, o presidente do BNDES disse que ainda não há previsão definida, já que as perfurações exploratórias seguem em andamento e exigem investimentos elevados.
“Cada furo desse são alguns milhões de dólares, então é um processo complexo”, declarou.
Mercadante também avaliou que a resistência à exploração da Margem Equatorial perdeu força depois da autorização das pesquisas pelo governo federal. Segundo ele, os trabalhos avançam sem registro de incidentes.
“Resistência política pode até haver, mas acho que esse debate foi superado”, disse.
O presidente do BNDES comparou a discussão atual ao debate ocorrido no período inicial do pré-sal. De acordo com Mercadante, havia pressão contrária à exploração sob o argumento de que a atividade poderia provocar impactos ambientais e prejudicar o turismo no Rio de Janeiro, receios que, segundo ele, não se confirmaram.
“Temos que combater o negacionismo em todas as áreas, e é com argumento científico que você consegue rebater”, afirmou.
O presidente do BNDES também destacou que a tecnologia atual de exploração conta com mecanismos de prevenção e contenção. “Nunca houve um acidente da Petrobras com prospecção de petróleo”, disse.
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FIEMA promove debate sobre economia do mar

A Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) promoveu, no dia 14 de maio, em São Luís, o 7º Seminário Economia do Mar. O evento reuniu autoridades, empresários, universidades e centros de pesquisa para debater estratégias capazes de transformar o potencial oceânico do estado do Maranhão em desenvolvimento econômico, inovação e novas oportunidades.
Durante o evento, o vice-presidente executivo da FIEMA, Luiz Fernando Renner, destacou o papel da iniciativa como catalisadora do debate sobre como aproveitar o potencial maranhense. “O seminário deixou resultados importantes, mostrando caminhos para aproveitar os recursos oceânicos de forma sustentável e equilibrada, podendo gerar grandes investimentos e oportunidades para os maranhenses. A colaboração entre empresas, governo e academia é essencial para o desenvolvimento de todo esse potencial”, avaliou o executivo.
O seminário contou com a parceria do Sebrae e da Associação Brasileira de Empresas da Economia do Mar (ABEEMAR).
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TGS finaliza segunda fase da campanha na Margem Equatorial

A TGS encerrou, no dia 26 de março, a segunda fase da campanha de aquisição sísmica 3D multicliente nas Bacias do Pará-Maranhão e Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira.
Foram adquiridos cerca de 11.643,5 km² de dados 3D, em complemento aos 19.343 km² adquiridos na primeira fase da campanha. Considerando campanhas anteriores, a biblioteca multicliente da TGS é de mais 64.000 km² de cobertura sísmica 3D na Margem Equatorial, região apontada como a principal nova fronteira de exploração e produção de petróleo do Brasil e uma das mais promissoras do mundo.
“Foi uma campanha muito bem-sucedida, que irá apoiar as decisões exploratórias na região. Estamos muito satisfeitos com os resultados obtidos”, comemora João Correa, country manager da TGS no Brasil. “Temos ainda espaço para mais uma fase da campanha, considerando que a licença concedida pelo Ibama vai até 23/11/26 podendo ser estendida por mais um ano”, acrescenta.
A primeira fase da pesquisa sísmica da TGS na Margem Equatorial foi iniciada em agosto de 2024, e a segunda, em maio de 2025. Toda a aquisição foi realizada pelos navios Ramform Titan e Ramform Atlas, da frota da própria TGS.
Outro navio de pesquisa da TGS, o Ramform Tethys, foi utilizado entre setembro e dezembro do ano passado no projeto de aquisição de dados da Viridien na Bacia de Barreirinhas.
Com o encerramento da campanha na Margem Equatorial, os navios Ramform Titan e Ramform Tethys se deslocaram para a Bacia de Pelotas, no Sul do Brasil, para realizar as pesquisas em Pelotas Norte e Pelotas Sul, respectivamente, em andamento desde dezembro do ano passado.
“Com as campanhas na Margem Equatorial e na Bacia de Pelotas, temos hoje a mais completa e rica biblioteca de conhecimentos geológicos sobre as novas fronteiras brasileiras, cruciais para garantir a segurança energética, repor reservas e sustentar a produção nacional”, afirma João Correa.
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