O Relatório Anual de Exploração da Agência Nacional de Petróleo (ANP) aponta que, ao final do ano de 2022, dos 295 blocos sob contrato no país, 138 blocos localizavam-se em bacias marítimas, dos quais 41 se encontravam na margem equatorial. Os blocos da margem equatorial representavam, portanto, quase 30% dos blocos sob contrato em bacias marítimas, distribuídos entre as bacias de Barreirinhas, Potiguar, Foz do Amazonas e Pará-Maranhão.
-Estima-se que antes do ano de 2030 haja um declínio significativo da produção de hidrocarbonetos no país. Nesse contexto, visando à incorporação de novas reservas, é fundamental incrementar o investimento em atividades exploratórias no Brasil, razão pela qual urge vencer os obstáculos que ainda vêm impedindo a exploração em áreas de novas fronteiras, tais como as bacias da margem equatorial- afirma o geólogo Cláudio Jorge de Souza, diretor da ANP.
Para o ano de 2023, dez poços estão previstos em bacias marítimas, sendo três na margem equatorial.
De acordo com a ANP, ao longo da série histórica, a bacia de Barreirinhas manteve-se como a bacia com o maior número de blocos sob contrato quando comparada às demais bacias da margem equatorial brasileira. A bacia possui atualmente 18 blocos sob contrato. A bacia Pará-Maranhão possui 5 blocos sob contrato.
Para a agência, a porção de águas profundas da margem equatorial brasileira tem um potencial exploratório muito promissor.
Em razão do sucesso exploratório em áreas que possuem características geológicas similares, como as recentes descobertas de petróleo na Guiana e no Suriname, além das descobertas realizadas no oeste africano, a margem equatorial é hoje a principal fronteira exploratória a ser desbravada pelas empresas petrolíferas em águas brasileiras, com grande potencial para descobertas de hidrocarbonetos de classe mundial e para apropriação de reservas.
Se confirmado, os benefícios diretos para a sociedade brasileira se traduzirão em arrecadação de participações governamentais e de tributos, além dos benefícios indiretos, como a geração de empregos e a promoção de desenvolvimento social e econômico.
A previsão de investimentos comprova que a indústria está atenta ao elevado potencial exploratório da margem equatorial: estão previstos R$ 1,8 bilhão de investimentos para 2023, R$ 3,2 bilhões em 2024, e R$ 6 bilhões em 2025.
Entre as petroleiras operando ou com participações em blocos nas bacias Pará-Maranhão e Barreirinhas estão Petrobras, Shell, TotalEnergies, BP, Galp, Enauta, 3R Petroleum, Chariot, Sinopec, Mitsui E&P e Aquamarine.





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