De acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), a exploração e produção de petróleo na Margem Equatorial pode representar algo em torno de US$ 150 bilhões em royalties e participações especiais para os estados próximos da nova fronteira.
O número considera a estimativa de cerca de 15 bilhões de barris de óleo equivalente recuperáveis nas áreas contratadas e um preço médio do petróleo tipo Brent em US$ 50 por barril. Não estão incluídos, na projeção, outros impactos positivos como o aumento na arrecadação de impostos e a geração de emprego e renda.
Os cálculos são do geólogo Guilherme Papaterra, assessor técnico da diretoria da ANP.
“Esta é a melhor oportunidade que temos, em 500 anos, de combater a pobreza e a desigualdade no Nordeste”, afirma o ex-diretor da ANP e atual presidente da Empresa Maranhense de Gás (Gasmar), Allan Kardec Duailibe.
O ex-diretor da ANP reforça a declaração dada neste domingo pelo ministro da Fazenda, Marcelo Haddad: “O Brasil não pode precisar: o Brasil vai precisar do petróleo da Margem Equatorial. As reservas do pré-sal estão se esgotando e o Brasil precisa de novas fronteiras para, pelo menos, manter a autossuficiência de petróleo”, explica.
Para Kardec, a decisão de explorar seus recursos petrolíferos da Margem Equatorial não é ambiental, e sim, geopolítica. “Nenhum país renunciou às suas riquezas. A forma correta de uma nação manter sua soberania é ser dona da sua própria energia”, observa.
Segundo o presidente da Gasmar, o Governo do Maranhão contratou um estudo para verificar o impacto econômico da Margem Equatorial no estado.
“O estudo, que deverá ser divulgado em breve, servirá de referência para o governo para gerar emprego e renda no estado, repetindo aqui o que vem acontecendo no Rio de Janeiro, mais especificamente em Maricá”, afirma.





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