Com o desenvolvimento da Margem Equatorial, o Brasil pode entrar na lista dos cinco maiores produtores mundiais de petróleo, atrás apenas dos Estados Unidos, da Rússia, da Arábia Saudita e do Canadá. A avaliação é da consultoria Oxford Economics, em relatório assinado pelos economistas Felipe Camargo e Jack Reid.
Conforme estimativas divulgadas nesta terça-feira (9/6), há uma perspectiva de até 10 bilhões de barris de petróleo recuperáveis na região. Com isso, a produção nacional pode passar dos atuais 3,8 milhões de barris/dia para cerca de 5 milhões de barris/dia.
De acordo com a consultoria, o desenvolvimento das reservas de petróleo na Margem Equatorial requer investimentos de US$ 42 bilhões, distribuídos ao longo dos sete primeiros anos de exploração. O pico da produção na Margem Equatorial é projetado para a segunda metade de 2035.
Segundo o relatório, o breakeven da exploração gira em torno de US$ 25 a US$ 30 por barril. Ou seja, sempre que o petróleo estiver acima de tal valor no mercado internacional, haveria lucro na operação.
O impacto no PIB, segundo a consultoria, ficaria entre 0,8% e 1,1% por ano até 2050, dependendo do volume total das reservas. Isso já considera os efeitos indiretos sobre a cadeia produtiva e o restante da economia.
A informação foi divulgada nesta terça-feira (9/6) pela CNN Brasil.



