• Especialistas comemoram resultados de leilão da ANP

    Especialistas comemoram resultados de leilão da ANP

    Representantes do setor de petróleo avaliam como positivos os resultados do 5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, realizado nesta terça-feira (17/6) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Ponto pacífico entre especialistas que o leilão representa um novo marco para a indústria de óleo e gás brasileira, injetando fôlego e impulsionando um horizonte de crescimento.

    Para eles, os compromissos de investimento exploratório mínimo, que alcançam a casa dos bilhões de reais, não apenas prometem desvendar novas reservas, mas também atuarão como um motor para a geração de empregos e o desenvolvimento econômico em diversas regiões do país.

    –O resultado desse leilão demonstrou que nossa luta deu resultados e que estávamos certos sobre as possibilidades da Margem Equatorial. A exuberância de quase R$ 1 bilhão demonstra que temos um futuro extraordinariamente promissor adiante! – comemora o diretor-presidente da Companhia Maranhense de Gás (Gasmar) e ex- diretor ANP, Allan Kardec Duailibe.

    Para Cynthia Silveira, diretora-geral da ONIP, a perspectiva que se abre é imensa e transformadora.

    – Com a exploração de novas fronteiras, como a Margem Equatorial, nas regiões Norte e Nordeste, e a Margem Sul, na Bacia de Pelotas, vislumbramos a consolidação de novas cadeias de fornecedores de produtos e serviços – afirma, acrescentando que essa diversificação geográfica é fundamental, pois descentraliza o desenvolvimento e cria oportunidades em regiões que, tradicionalmente, não estavam no radar da indústria de óleo e gás.

    Para João Correa, country manager da TGS no Brasil, o resultado do ciclo de ofertas abre um horizonte promissor para pesquisas e para a geração de conhecimento geológico, com destaque para as bacias de novas fronteiras.

    – A licitação demonstrou um forte interesse em áreas estratégicas, especialmente na Margem Equatorial e na Bacia de Pelotas. A concessão de blocos nessas regiões representa um avanço crucial para o entendimento da geologia brasileira. A pesquisa a ser desenvolvida nesses locais é vital para desvendar o potencial ainda inexplorado – avalia.

  • Multinacionais de volta à Margem Equatorial após 12 Anos

    Multinacionais de volta à Margem Equatorial após 12 Anos

    Doze anos depois do sucesso na 11ª Rodada, em 2013, multinacionais voltaram a comprar blocos de petróleo na Margem Equatorial. Petrobras, ExxonMobil, Chevron e CNPC arremataram 19 blocos no 5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão realizada nesta terça-feira (17/6) pela ANP e compromisso de investimento exploratório mínimo chega a R$ 1 bilhão.

    O consórcio formado por Petrobras (50%) e ExxonMobil (50%) arrematou 10 blocos. O consórcio formado por Chevron (50%) e CNPC (50%) arrematou 9 blocos. As petroleiras pagaram R$ 845 milhões em bônus de assinatura pelas concessões.

    O compromisso de investimento exploratório mínimo chega a mais de R$ 1 bilhão, sendo R$ 548,5 milhões, do consórcio Petrobras e ExxonMobil, e R$ 460,4 milhões, do consórcio Chevron e CNPC.

    Outro destaque foi a Bacia de Pelotas. O consórcio formado por Petrobras (70%) e Petrogal (30%) arrematou três dos oito blocos do setor SP-AUP3, na Bacia de Pelotas, por R$ 11, 4 milhões. O compromisso de investimentos exploratório mínimo do consórcio é de R$ 84,9 milhões. O bloco terrestre SP-AP3 não recebeu ofertas.

    Ainda no leilão, Shell Brasil e Karoon Brasil arremataram três dos cinco blocos do setor SS-AUP4, na Bacia de Santos. A Shell levou um bloco e a Karoon, dois. O bônus foi de R$ 19,94 milhões.

    A Dillianz Petróleo & Gás arrematou um bloco exploratório na Bacia dos Parecis, no Mato Grosso (bloco PRC-T-121), por R$ 55 mil em bônus de assinatura. E assumiu um compromisso de investimento exploratório mínimo de R$ 12 milhões no ativo. Foi o único bloco da bacia leiloado.

    Nenhuma empresa apresentou oferta para os blocos ofertados na Bacia Potiguar.

  • Instituto Bicho D’água atua no resgate de peixes-boi

    Instituto Bicho D’água atua no resgate de peixes-boi

    Dois filhotes de peixe-boi, com idade aproximada de três meses, chegaram de avião ao aeroporto de Belém, com apoio do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp), no fim da tarde desta quinta-feira, 12 de junho, após serem resgatados em Santarém, no oeste do Pará.

    Após o desembarque, os animais foram transportados por via terrestre, com apoio do Ibama, até o Centro de Reabilitação de Fauna Aquática (CREFA) do Instituto Bicho D’água, em parceria com o Instituto de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Pará (UFPA), no município de Castanhal, onde receberão os primeiros atendimentos veterinários.

    “Os filhotes passarão por tratamento, medicação, avaliação clínica, exames e alimentação especializada”, conta Renata Emin, bióloga e presidente do Instituto Bicho D’água. “Depois de estabilizados, o processo de reabilitação deve durar de dois a três anos, até que estejam aptos a serem reintroduzidos à natureza”, explica.

    De acordo com a bióloga, um dos filhotes, uma fêmea, foi encontrada sozinha e desorientada no dia 11 de junho por um pescador no município de Monte Alegre, também na região oeste do estado. Ela apresentava um ferimento no olho, possivelmente causado por agressão com madeira. A mãe do animal não foi localizada. A filhote foi entregue pelo pescador à Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), que acionou a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) e, posteriormente, o Instituto Bicho D’água.

    O macho que recebeu o apelido carinhoso de “Tião” foi resgatado pelo ICMBio/Flona do Tapajós, que cuidou nos primeiros dias com as orientações técnicas do IBD.

    Projeto anunciado na semana passada irá atuar na conservação da espécie no Pará

    De acordo com Renata Emin, o peixe-boi não possui predadores naturais.

    “Infelizmente, mesmo que proibido por lei, filhotes ainda são capturados para atrair e abater as mães, o que resulta em animais órfãos. Na natureza, os filhotes permanecem ao lado da mãe por até dois anos, período essencial para o seu desenvolvimento e aprendizado”, explica a bióloga.

    O Instituto Bicho D’água faz o monitoramento de praias e ações de educação ambiental no Pará, entre o leste da Ilha do Marajó até Salinópolis. A iniciativa faz parte do Projeto de Caracterização e Monitoramento de Cetáceos (PCMC) da TGS, exigência estabelecida no processo de licenciamento ambiental conduzido pelo IBAMA para a pesquisa e levantamento de dados geológicos nas bacias do Pará-Maranhão e Foz do Amazonas.

    Na semana passada, TGS, Ibama e Instituto Bicho D’agua anunciaram, durante evento no município de Soure, na Ilha do Marajó, a criação do Projeto de Conservação de Peixes-Boi no Estado do Pará. O projeto foi concebido a partir da identificação, por parte do Ibama, da necessidade de sistematizar e otimizar os resgates de peixes-boi na região, cuja população já apresenta sinais de declínio.

    “Estão previstas, como iniciativas do Projeto, atividades que vão do resgate, estabilização e reabilitação à reintegração desses animais em seu habitat natural. Além disso, o projeto irá monitorar os peixes-boi após a soltura, visando avaliar sua adaptação e sucesso reprodutivo e realizar atividades de capacitação e educação ambiental”, detalha presidente do Instituto Bicho D’água.

  • “Não temos vergonha de produzir petróleo”, afirma presidente da Petrobras

    “Não temos vergonha de produzir petróleo”, afirma presidente da Petrobras

    A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou, nesta terça-feira (10/6), que a estatal não tem vergonha de produzir petróleo.

    “Pelo contrário, nos orgulhamos da atividade [de produzir petróleo]”, disse, durante o lançamento da décima edição do Anuário do Petróleo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no Rio de Janeiro.

    A executiva observou que, em dez anos, a produção de petróleo no pré-sal teve uma rápida evolução. Em 2015, disse ela, o campo de Tupi estava com projeto-piloto em andamento e hoje produz 1 milhão de barris por dia. No período, afirmou, o país viu muitas empresas se instalarem na região para produzir petróleo e se tornou um dos dez maiores produtores de petróleo do mundo.

    “O petróleo é hoje o primeiro produto na balança comercial brasileira. É a mola propulsora do desenvolvimento do estado do Rio de Janeiro”, argumentou, citando o estado responsável por cerca de 85% da produção nacional.

    Descentralizar a produção para levar desenvolvimento da economia para outras partes do país

    Durante o evento, a diretora de estudos de petróleo e gás da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Heloísa Borges, recordou que trabalhou com Chambriard na Agência Nacional do Petróleo (ANP), quando participaram, em 2013, de um leilão que ofertou áreas em outras regiões do Brasil, especialmente no Norte e Nordeste.

    Chambriard ressaltou que o objetivo daquele certame era descentralizar a produção, como forma de levar o desenvolvimento da economia para outras partes do país, como aconteceu com o Rio de Janeiro.

    A diretora da EPE afirmou que em todos os cenários de longo prazo, o petróleo aparece.

    “Não há visões de futuro possíveis em que os hidrocarbonetos não estão presentes, movimentando a economia brasileira e a economia mundial”, afirmou, defendendo que cortes na produção sejam iniciados por países desenvolvidos e não pelo Sul Global.

    O Ibama realizou, na semana passada, a vistoria na sonda contratada pela Petrobras para perfurar um poço em águas ultra profundas e à distância de 540 km da foz do Rio Amazonas. O equipamento já está a caminho da região para a fase de simulação, que avaliará a eficácia das medidas de resposta a acidentes ambientais.

    “A expectativa agora é a simulação (de emergência). A sonda saiu daqui no dia 6, parou em Macaé para abastecer e seguiu “, comentou Chambriard.

  • Em resposta ao Ibama, Petrobras planeja teste na Margem Equatorial na terceira semana de julho

    Em resposta ao Ibama, Petrobras planeja teste na Margem Equatorial na terceira semana de julho

    De acordo com matéria publicada nesta segunda-feira (2/5) pela Agência Infra, a Petrobras informou ao Ibama que pretende fazer o simulado de emergência com sonda na Bacia da Foz do Amazonas a partir da semana do dia 14 de julho.

    A previsão sobre a chamada APO (Avaliação Pré-Operacional) vem em resposta a ofício do Ibama que pedia sugestão de datas à estatal. O documento já consta no sistema eletrônico de informações do Ibama.

    A estatal ainda sugere uma série de datas, entre as quais 6 de junho, para uma reunião prévia que vai definir “estratégia e cenários” da APO. A vistoria da sonda de perfuração, ainda no Rio de Janeiro, poderia acontecer em 4 ou 5 de junho, enquanto o trabalho de retirada de coral sol (espécie invasora) da unidade é finalizado. E também é sugerido o intervalo de 23 a 27 de junho para vistoria da base de fauna no Oiapoque (AP) e das embarcações envolvidas no teste.

  • Marina Silva discute unidade de conservação na margem equatorial

    Marina Silva discute unidade de conservação na margem equatorial

    A Comissão de Infraestrutura (CI) recebe na terça-feira (27), às 9h, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva. Ela irá discutir com os senadores a possível criação de uma unidade de conservação marinha na Região Norte.

    A audiência foi solicitada pelo senador Lucas Barreto (PSD-AP). Segundo ele, a unidade inviabilizaria a exploração de petróleo nos estados da região.

    Em seu requerimento (REQ 99/2024 – CI), o senador lembra das descobertas recentes de reservas de petróleo e gás na costa do Amapá, do Pará e do Maranhão. Segundo ele, tais reservas podem ser “motores de desenvolvimento” e bem-estar nesses estados.

    Mas ele ressalta, no documento, que há uma “proposital coincidência dessa unidade conservação”.

  • “O nível de desinformação é muito grande”

    “O nível de desinformação é muito grande”

    “O nível de desinformação é muito grande”. Afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em entrevista publicada nesta sexta-feira (23/6), no jornal Valor Econômico.

    “Até hoje, quando abro meu LinkedIn, vejo uma confusão enorme de pessoas dizendo: ‘Vai estragar a Amazônia’. Não estamos querendo furar na Amazônia, furar na beira do rio [Amazonas]. O nível de desinformação é muito grande. A área que estamos pretendendo furar fica a 540 quilômetros da ilha do Marajó, que está na foz do rio Amazonas. É duas vezes a distância do pré-sal para a praia de Copacabana”, apontou.

    “E se a gente confia na para perfurar no pré-sal, em frente à Angra dos Reis, à praia de Copacabana, por que não confiar para perfurar no Amapá? “, acrescentou.

    De acordo com a engenheira, considerando a costa do Oiapoque, a perpendicular mais próxima, até a área a ser perfurada são 185 quilômetros, praticamente a mesma distância do pré-sal para a costa do Rio de Janeiro.

    “Estamos confortáveis com o que estamos oferecendo em termos de possibilidades de contenção [de vazamento]. Não conheço outra empresa no mundo de tal porte para operar em águas profundas e ultraprofundas como a Petrobras”, afirmou.

    Durante a entrevista, Chambriard, que completa um ano na presidência da Petrobras neste sábado (24/5), diz estar confortável com o que considera ser “o maior plano de emergência individual” já visto para exploração de petróleo em águas profundas e ultraprofundas. Ela se refere a toda a estrutura montada pela empresa no Pará e no Amapá para fazer frente a eventuais vazamentos de óleo.

    “Sempre contei com a licença ambiental. O que não sabia precisar é quanto tempo ia demorar e quanto tempo a gente ia levar para atender todas as requisições do Ibama, e se o Ibama eventualmente teria uma outra questão a ser sanada, essa é a parte que eu não sabia, nem poderia precisar. Entendo o Ibama como uma entidade que atua dentro da técnica, dentro dos regulamentos institucionais. E se a Petrobras, que é a maior empresa do país, não conseguir cumprir as condicionantes, quem é que vai cumprir? É nossa obrigação cumprir as condicionantes. Estamos ofertando lá [no Pará e Amapá] o maior plano de emergência individual já visto para águas profundas e ultraprofundas. Então não vejo nenhuma razão para essa licença não ser dada”, reforçou.

  • ANTAQ instala Grupo de Trabalho da Margem Equatorial

    ANTAQ instala Grupo de Trabalho da Margem Equatorial

    A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) dá mais um passo decisivo no fortalecimento do setor aquaviário brasileiro com a instalação oficial do Grupo de Trabalho (GT) da Margem Equatorial.

    A diretora Flávia Takafashi foi designada para coordenar os trabalhos do comitê, que tem como objetivo acompanhar e articular, de forma integrada, as ações necessárias à estruturação logística e regulatória da nova fronteira energética do país.

    A primeira reunião do GT será realizada no próximo dia 29 de maio e deverá marcar o início das discussões técnicas com atores estratégicos, como a Petrobras e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A expectativa é alinhar o estágio atual dos projetos na região e avaliar a implementação de ações conjuntas que garantam eficiência, segurança e sustentabilidade à operação na Margem Equatorial.

    “A criação desse comitê é estratégica para que possamos avançar com responsabilidade na Margem Equatorial. Queremos assegurar que o desenvolvimento das atividades na região ocorra de forma integrada, transparente e sustentável, respeitando os desafios ambientais associados à exploração energética em áreas sensíveis e promovendo uma governança regulatória sólida e eficiente”, destacou a diretora Flávia Takafashi.

    De acordo com a Agência, a instalação do GT reflete a “importância estratégica da Margem Equatorial para o futuro energético e econômico do país”.

  • Decisão sobre explorar margem equatorial é do CNPE, diz Marina Silva

    Decisão sobre explorar margem equatorial é do CNPE, diz Marina Silva

    A decisão sobre explorar petróleo não é do Ibama e nem do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), disse a ministra Marina Silva, nesta quarta-feira (21/5).

    “A decisão sobre explorar ou não petróleo na matriz energética brasileira essa é uma decisão que não é do Ibama, nem do MMA. É do CNPE [Conselho Nacional de Política Energética]”, disse a ministra, após participar de leilão na B3 – a Bolsa de Valores do Brasil, que concedeu unidades de manejo florestal da Floresta Nacional (Flona) do Jatuarana, em Apuí, no Amazonas.

    “No CNPE, nós temos um voto, e esse voto é, obviamente, sempre dado à luz da coerência com a agenda que nós cuidamos. Mas, como eu disse, o ministério nem dificulta nem facilita. Cumpre os regramentos legais para que os processos de licenciamento sejam feitos em base técnica”, acrescentou.

    A declaração ocorre após decisão do Ibama de aprovar o conceito do plano de proteção à fauna na Margem, apresentado pela Petrobras.

  • Ibama aprova plano da Petrobras

    Ibama aprova plano da Petrobras

    A Petrobras recebeu, nesta segunda-feira (19/05), aprovação do Ibama para o conceito do Plano de Proteção e Atendimento à Fauna Oleada (PPAF) apresentado pela companhia como parte do Plano de Emergência Individual (PEI), visando a obtenção da licença ambiental para perfuração de poço exploratório em águas profundas do litoral do Amapá, distante mais de 500 km da foz do rio Amazonas e a mais de 160 km da costa, em alto mar.

    Segundo o Ibama, “a aprovação do conceito do PPAF indica que o plano, em seus aspectos teóricos e metodológicos, atendeu aos requisitos técnicos exigidos e está apto para a próxima etapa: a realização de vistorias e simulações de resgate de animais da fauna oleada”. Portanto, na próxima e última etapa prevista no processo de licenciamento, a Petrobras e o Ibama realizarão uma simulação in loco das ações de resposta a emergência, a Avaliação Pré-Operacional (APO). Nesse exercício, será simulado um evento acidental de vazamento de óleo, com o objetivo de avaliar a eficácia do plano de emergência da Petrobras para a atividade de perfuração.

    “A Petrobras vem cumprindo de forma diligente todos os requisitos e procedimentos estabelecidos pelos órgãos reguladores, licenciadores e fiscalizadores. Temos total respeito pelo rigor do licenciamento ambiental que esse processo exige. Estamos satisfeitos em avançar para essa última etapa e em poder comprovar que estamos aptos a atuar de forma segura na costa do Amapá. Vamos instalar na área a maior estrutura de resposta à emergência já vista em águas profundas e ultraprofundas”, disse Magda Chambriard, presidente da Petrobras.

    Durante a APO, serão avaliados pelo Ibama aspectos como a eficiência dos equipamentos, a agilidade na resposta, o cumprimento dos tempos de atendimento à fauna previstos e a comunicação com autoridades e partes interessadas. O exercício envolverá mais de 400 pessoas e contará com recursos logísticos como embarcações de grande porte, helicópteros e a própria sonda de perfuração NS-42, que será posicionada no local a ser perfurado. Por meio da APO, a Petrobras será capaz de demonstrar sua capacidade de atuar com prontidão e estará habilitada para receber a licença para perfuração do poço.

    Leia íntegra da nota do Ibama

    O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aprovou, nesta segunda-feira (19/5), o conceito do Plano de Proteção e Atendimento à Fauna Oleada (PPAF), apresentado pela Petrobras como parte do Plano de Emergência Individual (PEI) para a atividade de pesquisa marítima no Bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas.

    A aprovação do conceito do PPAF indica que o plano, em seus aspectos teóricos e metodológicos, atendeu aos requisitos técnicos exigidos e está apto para a próxima etapa: a realização de vistorias e simulações de resgate de animais da fauna oleada, que testarão, na prática, a capacidade de resposta em caso de acidentes com derramamento de óleo.

    A decisão do Ibama considerou as análises técnicas constantes no Parecer Técnico nº 39/2025-Coexp/CGMac/Dilic/Ibama e Manifestação Técnica nº 02/2025 (SEI Ibama 23384369), que avaliaram a versão mais recente do plano submetido pela Petrobras.

    A aprovação conceitual do PPAF representa o cumprimento de uma etapa no processo de licenciamento ambiental, mas não configura a concessão de licença para o início da realização da perfuração exploratória. A continuidade do processo de licenciamento dependerá da verificação, em campo, da viabilidade operacional do Plano de Emergência Individual.

    Para isso, o Ibama definirá, em conjunto com a Petrobras, um cronograma para a realização de Avaliação Pré-Operacional (APO), etapa que verificará, por meio de vistorias e simulações, a efetividade do Plano de Emergência Individual proposto.

    O Ibama reafirma seu compromisso com o desenvolvimento sustentável do país, buscando integrar o desenvolvimento econômico e o aprimoramento da infraestrutura com respeito às características socioambientais de cada região.