A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou, nesta terça-feira (10/6), que a estatal não tem vergonha de produzir petróleo.
“Pelo contrário, nos orgulhamos da atividade [de produzir petróleo]”, disse, durante o lançamento da décima edição do Anuário do Petróleo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no Rio de Janeiro.
A executiva observou que, em dez anos, a produção de petróleo no pré-sal teve uma rápida evolução. Em 2015, disse ela, o campo de Tupi estava com projeto-piloto em andamento e hoje produz 1 milhão de barris por dia. No período, afirmou, o país viu muitas empresas se instalarem na região para produzir petróleo e se tornou um dos dez maiores produtores de petróleo do mundo.
“O petróleo é hoje o primeiro produto na balança comercial brasileira. É a mola propulsora do desenvolvimento do estado do Rio de Janeiro”, argumentou, citando o estado responsável por cerca de 85% da produção nacional.
Descentralizar a produção para levar desenvolvimento da economia para outras partes do país
Durante o evento, a diretora de estudos de petróleo e gás da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Heloísa Borges, recordou que trabalhou com Chambriard na Agência Nacional do Petróleo (ANP), quando participaram, em 2013, de um leilão que ofertou áreas em outras regiões do Brasil, especialmente no Norte e Nordeste.
Chambriard ressaltou que o objetivo daquele certame era descentralizar a produção, como forma de levar o desenvolvimento da economia para outras partes do país, como aconteceu com o Rio de Janeiro.
A diretora da EPE afirmou que em todos os cenários de longo prazo, o petróleo aparece.
“Não há visões de futuro possíveis em que os hidrocarbonetos não estão presentes, movimentando a economia brasileira e a economia mundial”, afirmou, defendendo que cortes na produção sejam iniciados por países desenvolvidos e não pelo Sul Global.
O Ibama realizou, na semana passada, a vistoria na sonda contratada pela Petrobras para perfurar um poço em águas ultra profundas e à distância de 540 km da foz do Rio Amazonas. O equipamento já está a caminho da região para a fase de simulação, que avaliará a eficácia das medidas de resposta a acidentes ambientais.
“A expectativa agora é a simulação (de emergência). A sonda saiu daqui no dia 6, parou em Macaé para abastecer e seguiu “, comentou Chambriard.




