“O nível de desinformação é muito grande”. Afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em entrevista publicada nesta sexta-feira (23/6), no jornal Valor Econômico.
“Até hoje, quando abro meu LinkedIn, vejo uma confusão enorme de pessoas dizendo: ‘Vai estragar a Amazônia’. Não estamos querendo furar na Amazônia, furar na beira do rio [Amazonas]. O nível de desinformação é muito grande. A área que estamos pretendendo furar fica a 540 quilômetros da ilha do Marajó, que está na foz do rio Amazonas. É duas vezes a distância do pré-sal para a praia de Copacabana”, apontou.
“E se a gente confia na para perfurar no pré-sal, em frente à Angra dos Reis, à praia de Copacabana, por que não confiar para perfurar no Amapá? “, acrescentou.
De acordo com a engenheira, considerando a costa do Oiapoque, a perpendicular mais próxima, até a área a ser perfurada são 185 quilômetros, praticamente a mesma distância do pré-sal para a costa do Rio de Janeiro.
“Estamos confortáveis com o que estamos oferecendo em termos de possibilidades de contenção [de vazamento]. Não conheço outra empresa no mundo de tal porte para operar em águas profundas e ultraprofundas como a Petrobras”, afirmou.
Durante a entrevista, Chambriard, que completa um ano na presidência da Petrobras neste sábado (24/5), diz estar confortável com o que considera ser “o maior plano de emergência individual” já visto para exploração de petróleo em águas profundas e ultraprofundas. Ela se refere a toda a estrutura montada pela empresa no Pará e no Amapá para fazer frente a eventuais vazamentos de óleo.
“Sempre contei com a licença ambiental. O que não sabia precisar é quanto tempo ia demorar e quanto tempo a gente ia levar para atender todas as requisições do Ibama, e se o Ibama eventualmente teria uma outra questão a ser sanada, essa é a parte que eu não sabia, nem poderia precisar. Entendo o Ibama como uma entidade que atua dentro da técnica, dentro dos regulamentos institucionais. E se a Petrobras, que é a maior empresa do país, não conseguir cumprir as condicionantes, quem é que vai cumprir? É nossa obrigação cumprir as condicionantes. Estamos ofertando lá [no Pará e Amapá] o maior plano de emergência individual já visto para águas profundas e ultraprofundas. Então não vejo nenhuma razão para essa licença não ser dada”, reforçou.




