O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, comentou, nesta terça-feira (28/1), a percepção do órgão sobre a construção do Centro de Reabilitação e Despetrolização de Fauna (CRD) da Petrobras em Oiapoque, no Amapá. A unidade é uma das condições para a empresa obter a licença de exploração na margem equatorial brasileira.
“Sem sombra de dúvidas, a primeira análise que a equipe fez é que, de fato, ter uma base em Oiapoque, que está 170 quilômetros da área de perfuração enquanto Belém está a 870 quilômetros, significa que o tempo de resposta ao eventual acidente é muito mais curto”, comentou, durante entrevista ao programa Bem Viver, da Rádio Brasil de Fato.
“A gente recebeu a informação da Petrobras de que a base deve ficar pronta em maio, e está agora dependendo da análise dos servidores do Ibama. A Petrobras apresentou um novo plano de emergência e, uma vez esse plano sendo aprovado, ainda fica pendente a avaliação pré-operacional, que é um teste feito para ver se tudo está funcionando bem, se de fato ali tem a segurança necessária para essa atividade”, explicou.
A Petrobras espera concluir no primeiro trimestre de 2025.
Agostinho comentou ainda o processo de licenciamento ambiental feito pelo Ibama.
“O Ibama analisa o licenciamento de empreendimento por empreendimento. O licenciamento não é um instrumento de planejamento. Não é um instrumento onde eu faço uma análise sobre quando que o Brasil vai deixar, por exemplo, de queimar petróleo”, explicou, lembrando que todos os empreendimentos de petróleo no Brasil, que são desenvolvidos em águas oceânicas são licenciados pelo Ibama.
“Então, é um volume enorme de trabalho. A gente emitiu 180 licenças e autorizações para Petrobras nesses últimos dois anos”, afirmou.
Confira a entrevista na íntegra:




