A insegurança alimentar é grave no Norte e Nordeste do país. De acordo com o IBGE, as regiões tiveram as maiores proporções de domicílios particulares no país em situação de insegurança alimentar grave em 2023 (7,7% e 6,2%, respectivamente).
As proporções de insegurança alimentar moderada e grave também foram maiores no Norte e no Nordeste (8,3% e 8,6%, respectivamente). O Norte teve cerca de quatro vezes mais domicílios convivendo com restrição severa de acesso aos alimentos, ou seja, com insegurança alimentar grave.
Segundo o levantamento, o quadro de insegurança alimentar leve também foi maior nas duas regiões (23,7% no Norte e 23,9% Nordeste), indicando uma grande quantidade de moradores vivendo com preocupação ou incerteza da manutenção do acesso aos alimentos.

Em 2023, o Pará foi o estado que apresentou a maior proporção de domicílios com insegurança alimentar grave (9,5%), seguido por Amazonas (9,1%), Amapá (8,4%) e Maranhão (8,1%).
Os dados são do módulo Segurança Alimentar da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgado na quinta-feira (25/4), pelo IBGE.
Em março, o Instituto Cidades Sustentáveis lançou o Mapa da Desigualdade entre as Capitais Brasileiras, que mostrou que as capitais do Norte e Nordeste têm os piores indicadores de desigualdade do país.




