As capitais do Norte e Nordeste têm os piores indicadores de desigualdade do país. A cidade de Porto Velho, em Rondônia, lidera o ranking, com a maior taxa de feminicídio e a menor taxa de população atendida com esgotamento sanitário no país, seguida por Recife (Pernambuco), Belém (Pará), onde 55% da população vive em favelas, Manaus (Amazonas) e Rio Branco (Acre), que concentra as maiores taxas de mortalidade infantil (crianças menores de 1 ano) e gravidez na adolescência.
Os dados são do Mapa da Desigualdade entre as Capitais Brasileiras elaborado pelo Instituto Cidades Sustentáveis. O estudo leva em conta indicadores como renda, moradia, saúde, educação e violência.
De acordo com a pesquisa, Salvador, na Bahia, tem 11% da sua população abaixo da linha da pobreza, os piores indicadores de desnutrição infantil e as maiores taxas de desocupação (desemprego) e Macapá (Amapá) tem a maior taxa de gravidez na adolescência.
Lançado nesta terça-feira (26/3), o Mapa reúne 40 indicadores de diferentes bases e levantamentos públicos, como o Censo 2022, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS) e o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis). Os indicadores também estão relacionados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).
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