O Brasil vai explorar suas reservas de petróleo até alcançar indicadores sociais de economias desenvolvidas. Afirmação é do
ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
“Na minha opinião, [o país vai explorar petróleo e gás] até quando o Brasil conseguir alcançar IDH [Índice de Desenvolvimento Humano] à altura do que atingiram os países industrializados, que hoje podem contribuir muito pouco com a questão ambiental porque se industrializaram muito antes de nós”, afirmou em entrevista publicada nesta quarta-feira (3/4) na Folha de São Paulo.
“Eu só queria relembrar que boa parte do nosso petróleo, tanto dos impostos quanto da parte da partilha que foi estabelecida no pré-sal, [gera] recursos que são destinados à saúde e à educação do povo brasileiro”, reforçou. “O petróleo é uma fonte energética importante para combater a desigualdade”, acrescentou.
Silveira defende que o Brasil deve estudar e explorar o petróleo e gás natural na Margem Equatorial para “proteger a floresta Amazônica e financiar a transição energética”.
Para o ministro, o Fundo Social, que recebe recursos do petróleo e gás, pode ser reforçado com a exploração da Margem Equatorial. Atualmente, o Fundo tem R$ 33,8 bilhões.
“O Brasil precisa conhecer as suas potencialidades e, caso as reservas de petróleo e gás natural no Amapá sejam confirmadas, definir a utilização desses recursos para proteger a floresta Amazônica e financiar a transição energética. Sem saber o que temos, não podemos fazer nada. É só especulação”, declarou o ministro.
Em março, o ministro afirmou que sem poder investir no projeto da Margem Equatorial, a Petrobras tem dirigido investimentos para outros países.
“Esse tipo de incerteza [quanto ao processo de licenciamento ambiental da Margem Equatorial] prejudica o ambiente de atração de investimentos para o país com a própria Petrobras adquirindo blocos na África para repor as suas reservas de petróleo e gás, dada à impossibilidade de se obter licenciamento ambiental no Brasil em áreas de novas fronteiras”, destacou.




