A Margem Equatorial é uma oportunidade para o Brasil avançar, de forma definitiva, com a questão do licenciamento ambiental, deixando um legado para os próximos desenvolvimentos da industria de petróleo e gás no país.
A opinião é de João Correa, country manager da TGS no Brasil. Para ele, o licenciamento ambiental da Margem Equatorial pode servir de modelo para avançar, no futuro, em outras áreas como a da Bacia de Pelotas, que deverá ser a próxima na sequência de desenvolvimentos da indústria de petróleo e gás no país.
“É importante produzir de forma eficiente, coordenada e consistente dados ambientais e socioambientais sobre a região. Com conhecimento podemos deixar a indústria e a sociedade mais preparada para discutir esses desafios e superá-los “, afirma o geólogo, que participa, nesta quarta-feira (8/11), no Rio de Janeiro, do I Fórum de Licenciamento Ambiental: Margem Equatorial, promovido pela Associação Brasileira de Geólogos do Petróleo (ABGP).
De acordo com o geólogo, a exploração da Margem Equatorial é uma decisão de Estado e estratégica, que diz respeito à segurança energética do país e ao futuro das próximas gerações.
“Mas qualquer um que venha a decidir precisa ter dados qualificados, que deem segurança para a tomada de decisão, com base na realidade e não em suposições. Daí a importância das aquisições e estudos que temos feito na região”, reforça.
Para Correa, o licenciamento ambiental é importante para dar segurança jurídica para que as empresas avancem com a perfuração dos poços que possam comprovar as reservas.
“Só a sísmica não dá a resposta. A gente aponta para o potencial, mas a verdade mesmo só sai quando a broca atinge o reservatório”, observa.
De acordo com Correa, a TGS já investiu mais de meio bilhão de dólares na Margem Equatorial. “Finalizamos, recentemente, em parceria com a CGG, uma campanha 3D na Foz do Amazonas e temos hoje praticamente toda a região coberta com grids de 20km por 20km e podemos afirmar que a região possui analogias com a Guiana e com a África”, conta, acrescentando que a Margem Equatorial não é só uma nova fronteira.
“Ela deve se tornar na principal fronteira exploratória do planeta”, afirma.




