A exploração na Margem Equatorial será fundamental para recompor reservas de petróleo do país. A afirmação é da geóloga Carla Araújo, presidente da Associação Brasileira de Geólogos do Petróleo (ABGP).

“Assim como o pré-sal foi fundamental para compensar o declínio da produção da Bacia de Campos, da mesma forma o pico de produção com posterior declínio do pré-sal está previsto para 2029/2030 e há necessidade urgente que novas áreas sejam exploradas para busca de novos campos que, como sabemos levam de 5 a 7 anos para serem desenvolvidos”, explica.

“Desta forma é fundamental que novas descobertas confirmem a ocorrência de uma nova província petrolífera para que não coloquemos em risco a nossa autossuficiência “, reforça a geóloga, acrescentando que a descoberta de volumes significativos de óleo offshore em Gana (2007) e na Guiana (2015), destaca essa região como fronteira promissora de exploração e produção de petróleo na América do Sul.

A ABGP promove, no dia 8 de novembro, no Rio de Janeiro, o I Fórum ABGP de Licenciamento Ambiental: Margem Equatorial.

Para a presidente da associação, a superação do desafio do licenciamento ambiental na região se dará através do conhecimento que já se tem sobre a região.

“Mais de 500 poços exploratórios já foram perfurados nas bacias da Foz do Amazonas, Pará Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar Mar (de acordo com dados da ANP). A perfuração destes poços se deu a partir da década de 80 e existe, portanto, um volume apreciável de dados. Entretanto, a região de águas profundas nestas bacias segue ainda muito pouco explorada”, comenta.

Segundo a geóloga, para o comitê organizador do fórum, grandes projetos de pesquisa realizados ao longo de mais de 30 anos, tais como os projetos PIATAM Terra e Mar e o projeto LEPLAC são grandes fontes de informação confiável e de qualidade para que se entenda a singularidade e a sensibilidade da Margem Equatorial.
“Além desses grandes projetos outros, mais recentes, como por exemplo a questão dos corais, conduzido pela UFF, traz informações muito importantes para o melhor entendimento do ecossistema da região da Foz do Amazonas”, destaca.

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