A exploração de petróleo na Margem Equatorial é uma oportunidade para reduzir desigualdades, promover a industrialização e diversificar a matriz econômica do estado do Maranhão, afirmou o presidente do Gasmar, Allan Kardec Duailibi, durante o seminário Caminhos para a transição energética justa no Brasil, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (11/10).
“A atividade demandará fornecedores de produtos e serviços e atrairá novas industrias para a região”, explicou.
Para Kardec, a exploração da Margem Equatorial pode mudar a realidade das regiões Norte e Nordeste.
“O Brasil tem uma janela única, uma oportunidade única para saldar uma dívida histórica com essas duas regiões, levando desenvolvimento, oportunidade de melhores empregos, mais qualificados e remunerados, e melhorias de todos os tipos para essas duas regiões “, afirmou.
Margem Equatorial é a última grande fronteira de exploração do país
Para o ex-diretor da ANP, não há como se discutir novas energias sem o combate à desigualdade.
“Estamos falando de um Brasil que precisa desses projetos não só para gerar petróleo novo, mas para reduzir a desigualdade e promover a inclusão social. É algo que faz todo sentido dentro da narrativa de transição justa que ouvimos hoje”, observou, acrescentando como sugestão a criação de um fórum científico de combate à desigualdade e transição energética.
Durante o seminário, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que a Margem Equatorial é a última grande fronteira de exploração do país.




