A Petrobras recebeu a aprovação do Ibama para realizar duas perfurações exploratórias no segmento da Bacia Potiguar, no litoral do Rio Grande Norte, na Margem Equatorial. De acordo com o Ibama, a assinatura da licença deve ocorrer nesta segunda-feira (2/10).

Para Artur Cabral, CEO da Dublin Advisory, consultoria de negócios especializada em petróleo, gás, energia e infraestrutura, a autorização do Ibama para a Bacia Potiguar já era esperada.

“Esta é uma região que já tem poços exploratórios e em produção. Essa talvez seja a estratégia mais adequada para, a partir daí, ir avançando nos estudos e nas autorizações até chegar na Bacia Pará-Maranhão, passando pelas bacias de Barreirinhas até chegar à bacia do Foz do Amazonas”, avalia.

Para Cabral, a tentativa anterior de iniciar a exploração na costa do Amapá, na Foz do Rio Amazonas, foi uma forma de diminuir a possibilidade de não-êxito de poços exploratórios já que as bacias da Guiana e Suriname já produzem mais de 1 milhão de barris de petróleo por dia, o correspondente a 1/3 da produção brasileira, de cerca de 3,5 milhões de barris diários.

Similaridade geológica

“É muito provável que as condições geológicas na costa do Amapá sejam muito parecidas com as das costas da Guiana e Suriname, como também toda a bacia de Barreirinhas e Pará-Maranhão. A chamada similaridade geológica”, explica.

Para Cabral, a partir da exploração na Bacia Potiguar, deverá ocorrer um efeito cascata, de novas aprovações para exploração, avançando até chegar nos poços que provavelmente serão mais promissores, nas bacias Pará-Maranhão e Barreirinhas.

“Isso vai acontecer. A autorização para a Bacia Potiguar sinaliza que o Ibama está disposto a flexibilizar os processos de licenciamento dessa grande área que é muito promissora e que o Brasil depende muito em seu futuro próximo que é a Margem Equatorial”, conclui.

No Maranhão, fase exploratória está avançada

Para o presidente da Empresa Maranhense de Gás (Gasmar), Allan Kardec Duailibe, esta é uma grande oportunidade para o avanço dos projetos na Margem Equatorial no Maranhão.

“A grande vantagem do Maranhão é que a fase exploratória está em fase avançada, a mais avançada dentre todas da Margem Equatorial”, afirma.

“Em dois campos da Bacia de Barreirinhas já foi provada a presença de gás com indícios de petróleo”, explica.

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