• Em 2024, Indústria da Construção no Maranhão gerou R$ 7,9 bilhões

    Em 2024, Indústria da Construção no Maranhão gerou R$ 7,9 bilhões

    No Maranhão, o setor da Indústria da Construção gerou, em 2024, um valor total em incorporações, obras e/ou serviços de R$ 7,9 bilhões. O valor corresponde a 9,5% do total da Região Nordeste. Na região, o estado ocupou o 4º lugar no ranking regional. No ranking nacional, o Maranhão ocupou o 15º lugar, respondendo por 1,7% do valor gerado.

    Reunindo 911 empresas, o estado empregou 37,9 mil pessoas e pagou R$ 1,3 bilhão em salários. O salário médio mensal do setor, em 2024, foi o maior do país: 1,9 salário mínimo.

    Essas e outras informações integram a Pesquisa Anual da Indústria da Construção, divulgada nesta quarta-feira (10/6) pelo IBGE. A PAIC traz dados para o Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação.

    De acordo com o IBGE, no ano, houve equilíbrio dos segmentos de Obras de infraestrutura, com R$ 3,8 bilhões (ou 48,1%), e Construção de edifícios, com R$ 3 bilhões (37,9%). Serviços especializados para construção responderam por R$ 1 bilhão (12,6%).

    Segundo o Instituto, a Região Nordeste ocupou a segunda posição no valor gerado pela construção, com participação de 17,9%, seguida pela Região Sul, com 17,0%. As Regiões Centro-Oeste e Norte responderam por 9,1% e 6,5%, respectivamente.

  • Estudo aponta Porto do Itaqui como vetor de desenvolvimento econômico e social

    Estudo aponta Porto do Itaqui como vetor de desenvolvimento econômico e social

    A nota técnica elaborada por Allan Kardec Duailibe Barros Filho — presidente da Gasmar, professor titular da UFMA e doutor em Engenharia da Informação pela Universidade de Nagoya (Japão) — traz novas evidências sobre o papel estratégico do Porto do Itaqui na economia maranhense.

    O estudo analisou a relação entre a expansão da movimentação de cargas do porto, o crescimento econômico do estado e a evolução da desigualdade de renda ao longo das últimas décadas. Entre 2010 e 2023, a movimentação do Itaqui saltou de cerca de 12,7 milhões para 36,4 milhões de toneladas, período em que o PIB estadual cresceu de R$ 46,3 bilhões para R$ 149,2 bilhões.

    Com base em dados oficiais do IBGE, Ipea, Antaq, Imesc e Emap, a pesquisa identificou uma forte associação estatística entre a atividade portuária e o aumento da renda média da população (coeficiente de correlação de 0,992). Além disso, os resultados apontam que esse crescimento foi acompanhado por uma trajetória de redução da desigualdade de renda no estado, medida pelo índice de Gini, indicador matemático utilizado para medir o nível de desigualdade e concentração de renda em uma população.

    Para o presidente da Gasmar, as conclusões do estudo reforçam a importância da infraestrutura logística como motor de desenvolvimento regional:

    “O Porto do Itaqui é um dos principais ativos econômicos do Maranhão, capaz de impulsionar transporte, armazenagem, comércio, serviços, emprego e arrecadação, gerando benefícios que se estendem ao conjunto da população maranhense”, destaca.

    Para acessar o estudo completo, clique aqui

  • Margem Equatorial pode levar Brasil ao top 5 do petróleo

    Margem Equatorial pode levar Brasil ao top 5 do petróleo

    Com o desenvolvimento da Margem Equatorial, o Brasil pode entrar na lista dos cinco maiores produtores mundiais de petróleo, atrás apenas dos Estados Unidos, da Rússia, da Arábia Saudita e do Canadá. A avaliação é da consultoria Oxford Economics, em relatório assinado pelos economistas Felipe Camargo e Jack Reid.

    Conforme estimativas divulgadas nesta terça-feira (9/6), há uma perspectiva de até 10 bilhões de barris de petróleo recuperáveis na região. Com isso, a produção nacional pode passar dos atuais 3,8 milhões de barris/dia para cerca de 5 milhões de barris/dia.

    De acordo com a consultoria, o desenvolvimento das reservas de petróleo na Margem Equatorial requer investimentos de US$ 42 bilhões, distribuídos ao longo dos sete primeiros anos de exploração. O pico da produção na Margem Equatorial é projetado para a segunda metade de 2035.

    Segundo o relatório, o breakeven da exploração gira em torno de US$ 25 a US$ 30 por barril. Ou seja, sempre que o petróleo estiver acima de tal valor no mercado internacional, haveria lucro na operação.

    O impacto no PIB, segundo a consultoria, ficaria entre 0,8% e 1,1% por ano até 2050, dependendo do volume total das reservas. Isso já considera os efeitos indiretos sobre a cadeia produtiva e o restante da economia.

    A informação foi divulgada nesta terça-feira (9/6) pela CNN Brasil.

  • Maranhão lidera produção de etanol no Norte e Nordeste

    Maranhão lidera produção de etanol no Norte e Nordeste

    O Maranhão lidera a produção de etanol no Norte e Nordeste. De acordo com o Sindicato das Indústrias de Cana, Açúcar e Álcool do Maranhão e Pará (Sindicanálcool), a instalação e a ampliação de plantas industriais nos últimos anos elevaram o estado da sétima para a primeira posição regional.

    Além da produção do biocombustível à base de cana-de-açúcar, o estado incorporou o milho à cadeia produtiva do etanol em Balsas. Segundo o Sindicanálcool, a instalação da Inpasa no município, no ano passado, impulsionou a economia local ao gerar novas empresas, ampliar a produção agrícola e abrir canais para negócios relacionados, como a fabricação de óleo e o fornecimento de DDG, insumo para a alimentação animal.

    Com isso, Balsas já tem o terceiro maior Produto Interno Bruto (PIB) do estado e tende a subir para a segunda posição. As demais usinas do estado são: Alternativa, em Tuntum; Itapecuru Bioenergia, em Aldeias Altas; Maity Bioenergia, em Campestre do Maranhão; e Agro Serra, em São Raimundo das Mangabeiras.

    Apesar dessa posição, de acordo com o Sindicanálcool, o estado ainda tem o menor consumo per capita do combustível no país.

  • Balança comercial do Maranhão registra superávit de US$ 68,8 milhões entre janeiro e maio

    Balança comercial do Maranhão registra superávit de US$ 68,8 milhões entre janeiro e maio

    A balança comercial maranhense registrou um superávit de US$ 68,8 milhões no acumulado dos cinco primeiros meses do ano. Entre janeiro e maio, a corrente comercial (soma das importações e exportações) do estado alcançou US$ 3,2 bilhões, resultado de US$ 1,6 bilhão em exportações e US$ 1,6 bilhão em importações.

    Os dados são do Comex Stat, sistema do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços que reúne informações do comércio exterior brasileiro.

    De janeiro a maio, o Maranhão respondeu por 1,1% das exportações e 1,4% das importações totais do país. O estado é, hoje, o 14º exportador e o 12º importador nacional.

    Entre os principais parceiros comerciais do estado estão os Estados Unidos, com uma corrente comercial de US$ 696,7 milhões, seguidos pela China (US$ 615,9 milhões) e pela Rússia (US$ 436,7 milhões). Canadá, Arábia Saudita e Holanda também se destacaram entre os mercados de maior intercâmbio com o Maranhão no período.

    A soja foi responsável por 37% das exportações do estado, movimentando US$ 609,1 milhões entre janeiro e maio. Outros setores relevantes foram o de alumina, com US$ 423,6 milhões em produtos exportados, e o de celulose, que somou US$ 276,6 milhões.

  • Maranhão registra avanço no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal

    Maranhão registra avanço no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal

    O estado do Maranhão alcançou o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,745 em 2024, segundo dados do Radar IDHM 2024, publicação elaborada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com a Fundação João Pinheiro (FJP) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O resultado coloca o Maranhão na faixa de alto desenvolvimento humano e confirma a trajetória de recuperação e crescimento registrada no período recente. Entre 2021 e 2024, o índice maranhense apresentou avanço nominal de 0,044, ou aproximadamente 6,28%, saltando de 0,701 para o patamar atual. Em 2012, o índice do estado era de 0,669.

    A Região Metropolitana da Grande São Luís também acompanhou essa retomada. Entre 2021 e 2024, o índice da região saltou de 0,760 para os atuais 0,806, registrando um crescimento nominal de 0,046 ponto (avanço de 6%) e consolidando-se na faixa de alto desenvolvimento humano.

    De acordo com o levantamento, a região apresentou melhorias sólidas nos indicadores sociais e econômicos nos últimos anos, embora o estudo alerte para a necessidade contínua de enfrentamento das desigualdades internas.

  • Maranhão passa a integrar indicador do Banco Central

    Maranhão passa a integrar indicador do Banco Central

    O Maranhão passou a integrar o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) do Banco Central. Versão regionalizada do IBC-Br, calculado mensalmente pelo Banco Central, o IBCR funciona como uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto) em nível estadual e regional, permitindo antecipar o ritmo de crescimento dos setores agropecuário, industrial e de serviços antes da divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Além do Maranhão, passaram a integrar o indicador os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte. Com a inclusão, o Índice de Atividade Econômica Regional passa a abranger dezessete estados.

    As unidades da federação que compõem o indicador são: AM, PA, BA, CE, PE, ES, MG, RJ, SP, PR, RS, SC e GO, além dos “novatos” MA, MT, MS e RN.

    Ricardo Sabbadini, Chefe do Departamento Econômico do Banco Central, explica a importância de se ter um maior número de estados abrangidos pelo IBCR: “A ampliação da cobertura regional é um objetivo contínuo, na medida em que aumenta a representatividade e o alcance analítico do índice”, afirma.

    Segundo Sabbadini, a inclusão de mais quatro estados no cálculo do IBCR decorreu da ampliação da disponibilidade de dados primários com abertura por unidade da federação, em especial os produzidos pelo IBGE, o que permitiu reavaliar a viabilidade do cálculo do indicador para esses estados.

  • Maranhão gerou 1.275 empregos com carteira em abril

    Maranhão gerou 1.275 empregos com carteira em abril

    O estado do Maranhão gerou 1.275 empregos formais em abril de 2026, segundo os dados do Novo Caged, divulgados nesta quinta-feira (28/5), pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

    Três dos cinco grandes grupos de atividades econômicas pesquisadas registraram saldo positivo no estado no quarto mês do ano. O setor de Serviços foi o que mais gerou empregos formais, tendo aberto 1.379 vagas. Em seguida aparecem a Construção (302) e a Indústria (205 postos). O desempenho negativo foi registrado no Comércio (-210) e Agropecuária (-401).

    A capital São Luís foi o município maranhense com maior saldo de empregos formais em abril, tendo gerado 885 novos empregos com carteiras assinadas. Em seguida aparecem as cidades de Imperatriz (378), São Domingos do Maranhão (112) e São José de Ribamar (86).

    No recorte por gênero, a maior parte dos empregos com carteira assinada gerados no Maranhão em abril foi ocupada por mulheres: 956. No período, os homens foram responsáveis por ocupar 319 novos empregos.

    No que diz respeito à faixa etária, o maior saldo dos postos gerados no Maranhão no período foi de vagas ocupadas por jovens de 18 a 24 anos, que preencheram 1.679 novos postos formais. Na análise sobre grau de instrução, o maior saldo dos vínculos no estado em abril foi de pessoas com ensino médio completo, que preencheram 1.313 vagas.

  • “Falta pouco para anúncio sobre petróleo na Margem Equatorial”

    “Falta pouco para anúncio sobre petróleo na Margem Equatorial”

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que “falta pouco” para a Petrobras anunciar se na Margem Equatorial há a quantidade de petróleo ou de gás estimadas preliminarmente.

    “Temos, obviamente, muita responsabilidade para extrair petróleo lá, e temos uma vantagem que é a expertise da Petrobras, a melhor empresa do mundo para fazer prospecção em águas profundas. Portanto, nós estamos tranquilos com relação à possibilidade”, disse o presidente nesta quarta-feira (27), em entrevista ao Jornal do Amazonas, em Manaus.

    A expectativa do Ministério de Minas e Energia, anunciada em 2025, é de que a Margem Equatorial se torne um novo pré-sal. As reservas estimadas são de pelo menos 30 bilhões de barris de petróleo, segundo a Petrobras, citando dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

    O presidente acrescentou que a presença de petróleo na região seria positiva para o desenvolvimento da Região Norte como um todo, e não apenas do Amapá.

    Outros poços

    Lula anunciou também na entrevista que a estatal voltará a explorar petróleo em outras localidades abandonadas nos últimos anos e que outros poços, como o de Urucu, no interior da floresta amazônica, podem ser ampliados.

    De acordo com o presidente, a estatal voltará a perfurar o poço de Urucu, uma das principais áreas petrolíferas terrestres (onshore) do país, localizada na Bacia do Solimões.

    “Vamos fazer 18 novos poços ali para ver se a gente consegue encontrar mais coisa. Voltaremos a prospectar em lugares que tinham sido abandonados. Não vamos perder tempo”, completou.

  • BNDES amplia aprovações de crédito para o Maranhão

    BNDES amplia aprovações de crédito para o Maranhão

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ampliou as aprovações de crédito para o Maranhão no 1º trimestre de 2026, alcançando R$ 454,7 milhões. O valor aprovado para o estado foi 46,4% superior ao mesmo período de 2025 (R$ 310,6 milhões).

    De acordo com o BNDES, os recursos aprovados beneficiaram todos os setores da economia, como agropecuária (R$ 142,8 milhões), comércio e serviços (R$ 149,1 milhões), indústria (R$ 7,1 milhões) e infraestrutura (R$ 155,7 milhões). Micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) foram responsáveis por R$ 354,7 milhões do total de crédito aprovado, valor 30% superior a 2025 (R$ 272,9 milhões).

    Desde 2023, o BNDES aprovou para o Maranhão um total de R$ 6,95 bilhões. O volume é 82,2% superior ao aprovado entre 2019 e 2022 (R$ 3,82 bilhões).

    “No Maranhão, o BNDES tem contribuído também para impulsionar o empreendedorismo no estado. Desde 2023, 55,9% do total aprovado para o estado foram para micro, pequenas e médias empresas, cerca de R$ 3,88 bilhões”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.

    Ainda de acordo com o BNDES, as aprovações de crédito para a Região Nordeste alcançaram R$ 3,38 bilhões no 1º trimestre de 2026, valor 98,2% superior ao realizado no mesmo período de 2025. Para a região, as aprovações desde 2023 chegaram a R$ 57,01 bilhões, valor 19,8% superior ao registrado entre 2019 e 2022 (R$ 47,57 bilhões).