A Frente Parlamentar em Defesa da Exploração de Petróleo na Margem Equatorial do Brasil aprovou, nesta terça-feira (15/7), um plano de trabalho, que se estende para 2026, para discutir temas relacionados à futura atividade petrolífera na região.
Entre os principais objetivos da frente, está a realização de audiências públicas com representantes do setor privado, órgãos reguladores, especialistas, investidores e comunidades locais.
Além das discussões em Brasília, a frente também prevê diligências externas no Pará e no Amapá, com audiências públicas em parceria com as federações das indústrias locais. Contudo, ainda não há datas confirmadas para o início das rodadas de discussão.
Segundo o senador Lucas Barreto, do PSD do Amapá, que é vice-presidente da Frente, o petróleo a ser explorado está a mais de 500km da Foz do Rio Amazonas, e será fundamental para o desenvolvimento da região:
“Hoje nós todos estamos unidos firmemente, a bancada do Amapá, de Roraima, de todos os estados amazônicos, nada vai substituir o petróleo nos próximos 50 anos. Porque o petróleo não é só diesel e gasolina, são 170 produtos que são produzidos a partir do petróleo, o petróleo está na cadeia produtiva de muitas indústrias”, afirma.
Presidente da Frente Parlamentar, o senador Zequinha Marinho, do Podemos do Pará, também defendeu a união em torno do assunto:
“A gente precisa se unir para fazer o enfrentamento bem fundamentado. Se tornar um canal legítimo e democrático para a construção de consensos amparados em evidências técnicas, legais, econômicas e sociais “, avalia.
A primeira audiência pública da Frente Parlamentar em Defesa da Exploração de Petróleo na Margem Equatorial, com data ainda a ser definida, deve discutir os próximos passos da Petrobras após a aprovação, pelo Ibama, do Plano de Proteção e Atendimento à Fauna afetada pelo óleo.




