As capitais dos estados da margem equatorial têm nível baixo ou muito baixo de desenvolvimento sustentável apresentando fragilidades nas áreas de saúde, educação, renda, moradia, transportes, infraestrutura urbana e mudanças climáticas, entre outras.
Em uma escala de 0 a 100 pontos, nenhuma capital do Norte ou Nordeste do Brasil atingiu pontuação acima de 80. A maior parte encontra-se na faixa entre 40 e 49 pontos.
Os dados são a quarta edição do Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR), lançado no dia 1/11 pelo Instituto Cidades Sustentáveis.
A ferramenta permite avaliar a condição de vida nas 5.570 cidades brasileiras por meio de 100 indicadores temáticos considerando a Agenda 2030 da ONU. As bases utilizadas são de fontes nacionais e oficiais, como IBGE, DataSUS e Inep.
De acordo com a pesquisa, o nível de desenvolvimento sustentável de Porto Velho (RO) e Macapá (AP) foi considerado Muito baixo. O nível de desenvolvimento sustentável de Belém (PA), Rio Branco (AC), São Luís (MA), Maceió (AL), Teresina (PI), Boa Vista (RR), Natal (RN), Manaus (AM) e Fortaleza (CE) foi considerado Baixo.
Ou seja: por falta de oportunidades, investimentos e políticas públicas, Norte e Nordeste do Brasil estão longe de alcançar as metas dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas.
O mapa abaixo ilustra essa situação e a enorme desigualdade regional do país:





