O Conselho Temático de Desenvolvimento Industrial e Inovação (CODIN), da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), discutiu nesta segunda-feira (22/7) os desafios para a exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial. Na ocasião, Allan Kardec, presidente da Gasmar, enfatizou a necessidade de um debate geopolítico sobre a temática e a importância da energia para o desenvolvimento econômico do Maranhão.
Em sua apresentação, Kardec comparou a exploração de petróleo em diferentes regiões do mundo e destacou a importância geopolítica do debate, o potencial de geração de empregos e o aumento do Produto Interno Bruno (PIB) com a exploração de petróleo da Margem Equatorial, além dos desafios ambientais e regulatórios em torno do tema.
“A bacia Barreirinhas é a mais exuberante e promissora”, avaliou Kardec, explicando que tanto essa quanto a bacia Pará-Maranhão estão dentro do território maranhense.
Kardec destacou que na região que compreende a Margem Equatorial estão localizados alguns dos estados com menor PIB per capita do país e com o maior índice de desigualdade social.
“A expectativa de investimentos em óleo e gás na Margem Equatorial, até 2034, é de R$ 11 bilhões por ano. O total de empregos gerados em obras deve superar a casa dos 45 mil, empregos diretos em torno de 3 mil e indiretos aproximadamente 15 mil. Sem transferência de renda, as pessoas morrem. O Brasil não pode desistir de ser protagonista na condução dessa temática”, afirmou.
Participaram da reunião o presidente da FIEMA, Edilson Baldez, vice-presidente executivo da FIEMA e presidente do CODIN, Luiz Fernando Renner, o superintendente da FIEMA, César Miranda, o secretário da SEDEPE, o ex-governador José Reinaldo Tavares, o diretor institucional da Equatorial Energia, José Jorge Leite Soares, Luciana Kuzolitz, gerente de Planejamento da EMAP/Porto do Itaqui, o coordenador do Observatório da Indústria do Maranhão, Carlos Jorge Taborda, representantes do reitor da UEMA, Jucivau Ribeiro e João Firmino, o presidente do Simetal, Ernani Freitas, do Sindicor, do Sindicnácool, da Alumar, entre outros.




