O Brasil subiu dez posições no ranking de liberdade de imprensa, passando do 92º lugar para o 82º lugar entre 180 países citados em levantamento da organização não governamental (ONG) Repórteres Sem Fronteiras (RSF). É a melhor colocação do Brasil nos últimos dez anos. O documento foi divulgado nesta sexta-feira (3/5), Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.
Segundo o jornalista Artur Romeu, diretor do escritório da Repórteres Sem Fronteiras para a América Latina, o resultado confirma uma tendência registrada no ano passado, com a percepção dos especialistas após o fim do governo de Jair Bolsonaro. “Foi um governo que exerceu uma forte pressão sobre jornalismo de diferentes formas, com uma postura e um discurso público orientado pela crítica à imprensa”, afirmou.
A posição do Brasil, segundo Romeu, estaria relacionada a uma postura pública de reconhecimento e valorização do trabalho da imprensa. “Houve melhorias também no âmbito da garantia de acesso à informação e à transparência pública”, explica.
Outra questão central, avalia Artur Romeu, é a necessidade de regulação das plataformas para garantia da integridade informativa, em um cenário de desinformação. “O canal de distribuição não é mais a banca de jornal na esquina. As grandes plataformas operam ainda no Brasil num cenário ainda marcado por um processo de, supostamente, autorregulação”, afirma.
Confira aqui o mapa da edição 2024 do Ranking Mundial de Liberdade de Imprensa da Repórteres Sem Fronteiras (RSF).




