A indústria de petróleo é a principal financiadora do investimento em tecnologias necessárias para a transição energética no Brasil. Destacou, nesta quarta-feira (24/4), a diretora de Petróleo, Gás e Biocombustível da EPE, Heloísa Borges, durante o evento “Transição Energética Justa, Inclusiva e Equilibrada: Caminhos para o setor de óleo e gás viabilizar a nova economia verde”.
“A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) é responsável por mais da metade do total investido em PD&I [Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação] em energia no país”, afirmou.
De acordo com dados da ANP, entre 2018 e 2022, foram contratados 433 projetos financiados por recursos da cláusula de PD&I, totalizando R$ 1,7 bilhão, sobre assuntos como energia solar, hidrogênio, energia eólica, captura e armazenagem de carbono, modelagem e prevenção de impactos ambientais, entre outros.
“Atualmente, há 207 projetos em andamento sobre esses temas, correspondendo a um montante de R$ 1,1 bilhão”, destacou a diretora da EPE.
Borges destacou ainda que a exploração e desenvolvimento dos recursos não descobertos no país permitiria destravar investimentos de cerca de R$ 5 trilhões entre 2031 e 2050.
“Por outro lado, a interrupção dos investimentos em E&P no Brasil poderia significar perdas de arrecadação da ordem de R$ 4 trilhões, sem considerar as perdas decorrentes dos impactos na Balança Comercial e demais efeitos macroeconômicos”, explicou.
Realizado em Brasília, o evento reuniu representantes de vários órgãos, autarquias e empresas do setor, além de representantes do MME, Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Pré-Sal Petróleo S.A (PPSA) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).




