A exploração da Margem Equatorial “já ultrapassou a seara de mero licenciamento ambiental”, afirmou o presidente da Petrobras,
Jean Paul Prates, na segunda-feira (22/4), durante o evento Seminário Brasil Hoje 2024.

“É uma decisão de estado brasileiro, (que) já ultrapassou, por demais, a seara de um mero licenciamento ambiental, que é um processo complicado e respeitado. Respeitamos a ministra Marina e o Ibama, o tempo todo, jamais desprezando suas condicionantes e atendendo a todas elas, mas não se trata só disso. Todos os cenários indicam que os hidrocarbonetos vão estar presente na nossa Economia pelo menos por 40, 50 anos daqui pra frente”, disse.

Para o presidente da Petrobras, o Brasil tem duas opções:

“Ou, agora, vai para novas fronteiras, como a Margem Equatorial ou a Bacia de Pelotas, você fura para achar esse petróleo e depois fazer o licenciamento das instalações de produção, e em oito anos, a contar de hoje, começa a produzir. Ou, se não, em oito anos a contar de hoje, eu me submeto à situação de gradualmente voltar a importar petróleo da Guiana, do oeste da África”, reforçou.

No mesmo evento o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu a exploração de petróleo na Margem Equatorial brasileira.

“Não podemos tirar o direito dos brasileiros de conhecer as suas potencialidades”, disse, sendo aplaudido pelo público presente.

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