A descarbonização de veículos pesados de transporte comercial de carga e de passageiros requer um conjunto de soluções para equalizar custo e desempenho. Esses caminhos, segundo matéria publicada nesta segunda-feira (22/4) pelo Valor Econômico, podem levar à eletrificação ou uso de biocombustíveis, HVO, biogás, biometano, metanol e hidrogênio verde, dependendo do tipo de veículo.
“Não há apenas uma tecnologia. Existem diferentes soluções possíveis “, diz Carlos Líbera, especialista em transportes pesados da consultoria Bain.
A Bunker One, comercializadora de bunker, o combustível marítimo, e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) se uniram para testar a viabilidade do uso de biodiesel em embarcações. O produto era composto por 50% de resíduos animais (sebo suíno ou gordura de porco) e 50% de óleo de cozinha usado. A embarcação, um rebocador, foi abastecida com uma mistura que adicionou 7% de biodiesel ao bunker. O resultado mostrou que o motor funcionou normalmente e o consumo foi o mesmo. E houve redução de 2% nas emissões.
“No processo de transição energética, precisamos, primeiramente, buscar as soluções mais acessíveis e mais fáceis. E a adição do biodiesel é uma delas. Não há perda de eficiência “, afirma Flavio Ribeiro, CEO da Bunker One.
De acordo com Amanda Gondim, professora de química do petróleo da UFRN, quanto maior for a adição de biodiesel, maior será a redução das emissões.
Em março, a Bunker One confirmou sua participação na Aliança Brasileira para Descarbonização de Portos, iniciativa que tem como objetivo de acelerar o processo de descarbonização do setor portuário brasileiro.
Além do “drop in” – combustíveis renováveis que podem substituir diretamente os combustíveis fósseis sem a necessidade de modificar os motores ou a infraestrutura de distribuição existentes –, o setor de navegação também testa o uso de hidrogênio verde.




