“É nessas horas que se deve dar valor à autossuficiência em petróleo, grande capacidade de refino e estoques, e vantagens logísticas e comerciais da Petrobras”, afirmou à CNN o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.

De acordo com Prates, o conflito entre Irã e Israel, “pelo menos por enquanto”, não deve gerar impacto no preço dos combustíveis no Brasil.

“Estamos acompanhando os andamentos geopolíticos e as oscilações decorrentes no preço do petróleo (barril). Por enquanto, os estoques e a continuidade da produção em países não afetados garantem baixa volatilidade e nenhum novo patamar de preços já consolidado”, disse.

Na segunda-feira (15/4), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou a criação de um grupo de trabalho para acompanhar eventuais impactos do ataque do Irã a Israel no sábado (12/4) no mercado nacional de petróleo.

“O Brasil, como todos os países do mundo, sofre impactos quando há restrição de produção ou de comercialização do petróleo”, disse.

Segundo Silveira, o MME está em contato com a Petrobras, distribuidoras de combustíveis e com os demais membros da cadeia de suprimentos do petróleo no Brasil para que o país se prepare para um possível aumento do conflito internacional.

“Tenho esperança de que não aconteça [acirramento do conflito entre Irã x Israel]. Mas, como foge à nossa esfera de gestão, nos cabe acompanhar de perto, para que não tenha o mínimo risco de falta de suprimento, muito menos impactos mais dramáticos na economia nacional”, disse.

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