“Que cada país seja respeitado pelo direito de escolher o próprio rumo e ritmo de transição, considerando as características particulares da matriz energética e desenvolvimento socioeconômico”, afirmou o secretário executivo da Associação das Empresas de Petróleo, Gás e Energias Renováveis da América Latina e do Caribe (Arpel), Carlos Garibaldi, nesta segunda-feira (8/4), durante a abertura da Semana Arpel-Naturgas, em Cartagena das Índias, na Colômbia.

Promovido pela Arpel e pela Naturgas, Associação Colombiana de Gás Natural, o evento acontece até 12 de abril e tem como tema, neste ano, a promoção de transições energéticas justas para a América Latina e o Caribe.

Durante a abertura do evento, Alejandro Stipanicic, presidente do Conselho de Administração da Arpel, observou que não é possível alcançar a transição colocando em risco a segurança energética dos países.

“Não podemos aceitar receitas que venham de outros lugares”, disse.

A chefe de Divisão para a Europa, Médio Oriente, África e América Latina da Agência Internacional de Energia (AIE), Rebecca Gaghen, lembrou que cada país tem uma história, recursos, oportunidades e uma matriz energética única.

“A região está agora bem posicionada para prosperar à medida que o mundo avança em direção a uma era de energia limpa”, afirmou, acrescentando que “o mundo ainda enfrenta graves vulnerabilidades de segurança energética, mas também tem mais ferramentas do que nunca para mudar as perspectivas para a energia global “.

De acordo com Gaghen, a AIE considera que a produção de petróleo continuará a crescer na região, com a Guiana e o Brasil na liderança.

“O continente representa apenas 5% das emissões de gases com efeito de estufa”, afirmou.

Raquel Campos, Gerente de Descarbonização da Petrobras, participou do primeiro dia do evento.

“Nossa região possui uma matriz energética única, com oportunidades significativas na área de gás natural e energias renováveis”, disse.

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