A produção e o uso de combustíveis fósseis foram responsáveis pela emissão de 118 milhões de toneladas de metano em 2023, um aumento de 2,6% em relação a 2022 (115 milhões de toneladas de metano).

A informação foi divulgada nesta quarta-feira (13/3) pela Agência Internacional de Energia (AIE).

De acordo com o relatório Global Methane Tracker 2024, dez países foram responsáveis por cerca de 80 milhões de toneladas de emissões de metano provenientes de combustíveis fósseis no ano passado, dois terços do total global, dentre eles, Estados Unidos (13,3 milhões de toneladas de metano), Rússia (11,2 milhões de toneladas de metano) e Irã (6 milhões de toneladas de metano).

Entre os países com as emissões mais baixas de metano estão a Noruega e os Países Baixos. O Brasil não aparece no ranking dos países com maiores emissões de metano.

Para a agência, a maior disponibilidade e comunicação de dados verificados são fundamentais para definir metas de redução de emissões.

“Houve um grande aumento no volume de dados sobre as emissões de metano nos últimos anos, mas as estimativas ainda estão sujeitas a um elevado grau de incerteza “, afirma a AIE.

“Algumas das maiores diferenças estão entre os dados baseados em campanhas de medição e estudos científicos e aqueles reportados a órgãos públicos oficiais e por empresas”.

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