A produção de etanol de milho na safra 2023/2024 será finalizada em 6,2 bilhões de litros, crescimento de 40% em relação ao ciclo anterior (4,4 bilhões de litros). A informação é do presidente da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), Guilherme Nolasco.

Segundo Nolasco, o crescimento vem do aumento da capacidade produtiva, com a ampliação de indústrias em operação e do início da operação de novas unidades.

“O etanol de milho e cereais é considerado uma fonte adicional de biocombustível, se tornando complementar, sobretudo nos períodos de entressafra da cana-de-açúcar, e trazendo mais estabilidade no abastecimento e previsibilidade ao mercado”, explica.

O Brasil conta hoje, em 2023, com 18 usinas de etanol de milho em operação. Outras estão em construção ou em fase de adaptação, dentre elas uma unidade flex (produz etanol de cana-de-açúcar e na entressafra produz a partir de milho), em Alagoas, e a unidade da Inpasa no município de Balsas, no Maranhão, que será a primeira biorrefinaria de dedicação exclusiva ao etanol de milho e outros cereais na região.

Para Nolasco, a região Nordeste tem grande potencial produtivo, seja por meio das unidades de cana-de-açúcar já instaladas e que podem se tornar flex.

“Neste cenário, o etanol de milho e cereais é visto como uma alternativa de receita adicional no período de entressafra da cana. Ou pelas novas unidades que poderão se instalar, como é o caso da unidade de Balsas. O potencial produtivo da região é sustentado pela crescente produção de grãos e cereais da região do MATOPIBA, a nova fronteira agrícola do país”, explica.

De acordo com o presidente da UNEM, além do uso pela frota local, há também a possibilidade de escoamento da produção pelos portos e rodovias do norte para outras regiões consumidoras do país e ainda a perspectiva de expansão da malha ferroviária para a região.

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