O crescimento da produção de milho no estado, o escoamento do grão pelo Arco Norte e a instalação da usina da Inpasa em Balsas, município da região sul maranhense, podem tornar o Maranhão um dos principais produtores de etanol de milho do país.
“A produção de milho tem crescido na região do MATOPIBA e, por conta do escoamento via Porto do Itaqui, passa muito milho pela região. E o produto pode parar no meio do caminho para abastecer usinas”, avalia Marcelo Di Bonifacio Filho – Analista em Inteligência de Mercado da StoneX.
Segundo levantamento divulgado em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de milho no Maranhão saltou de 2,90 milhões de toneladas em 21/22 para 3,14 milhões de toneladas em 22/23, uma ampliação de 8,2%.
“Além disso, existe uma perspectiva de maior consumo de combustíveis, por conta do espaço para crescimento econômico do estado e da intenção de aumentar o limite de mistura de etanol anidro com a gasolina. As usinas de etanol de milho certamente irão se beneficiar dessa maior demanda”, acrescenta.
Para ele, a produção de etanol de milho no estado é muito promissora tanto para o mercado interno quanto para o mercado externo.
“O Porto do Itaqui é um ponto crucial nesse cenário. É um dos maiores do país, importante não só para a exportação, quando o mercado interno não estiver favorável, quanto para a importação do etanol de milho”, destaca.
No ano passado, a Inpasa anunciou a construção de uma usina em Balsas, na região Sul do Maranhão.
“No Nordeste, esse mercado ainda é embrionário. No ano passado o estado de Alagoas começou a produzir etanol de milho em uma usina flex. Existem outros projetos na região, principalmente na Bahia, que estudam a flexibilização, usinas de cana que passarão a produzir etanol de milho, por conta da sazonalidade da cana”, explica.

A previsão da União Nacional do Etanol de Milho (Unem) é que a produção de etanol de milho no Brasil alcance 6 bilhões de litros na safra 2023/2024, um crescimento de 36,7% em relação ao ciclo anterior. A estimativa da StoneX é levemente superior a da Unem: 6,2 bilhões de litros.
“Temos nesse ano um ritmo de produção de etanol de milho acima do esperado, por conta da maior disponibilidade do milho e de usinas operando em um nível de capacidade excelente”, conclui o analista da StoneX.




