De acordo com reportagem da Agencia Infra, a Petrobras enviou, na segunda-feira (12/5) uma carta ao presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, cobrando que o instituto marque, até a próxima quinta-feira (15/5), uma data para a realização da “avaliação pré-operacional ” no bloco FZA-M-59, na Foz do Amazonas, uma das bacias da Margem Equatorial. A avaliação servirá de teste para o plano de emergência da estatal e é uma das etapas para o licenciamento ambiental.
Na carta, o gerente-executivo de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da Petrobras, Flaubert Matos Machado, cobra que o Ibama se manifeste para que a estatal inicie os preparativos para carregamento e deslocamento da sonda de perfuração.
O executivo também informa que a Petrobras fez um “simulado operacional interno ” nos dias 6 e 8 de maio. “Gostaríamos de destacar que o resultado do exercício comprovou que os planos supracitados são exequíveis e atenderam os tempos de resposta do Manual de Boas Práticas de Atendimento à Fauna do Ibama “, disse.
A estatal tem pressa porque o contrato da sonda licenciada para realizar a atividade vence em outubro. Caso o Ibama demore para permitir a realização da avaliação, a Petrobras precisaria encontrar uma nova sonda e licenciá-la, o que atrasaria ainda mais a perfuração. A direção da estatal disse aguardar uma resposta “nos próximos dias”.
Segundo a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia dos Anjos, caso a sonda esteja em operação quando o contrato vencer, ela permanecerá em atividade até a conclusão da perfuração.
“Sobre a Margem Equatorial, já atendemos todos os requisitos do Ibama, já foi entregue tudo do último centro de despetrolização, e agora estamos aguardando o Ibama, há 40 dias já, para verificar se está tudo certo “, disse em conferência com analistas nesta terça-feira (13/5).
O primeiro poço na bacia da Foz do Amazonas está previsto para este ano. A Petrobras planeja ainda outros 15 poços nos próximos cinco anos em outras bacias da Margem Equatorial, que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte. Ao todo, a estatal pretende investir US$ 3 bilhões na região.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que é “muito difícil imaginar” que o Ibama não conceda a licença para a estatal operar um navio-sonda na Margem Equatorial.
“A última exigência foi atendida no fim de março. Foi esse novo centro de despetrolização da fauna no Oiapoque [AP] e já fizemos o exercício pré-operacional dessa base “, disse a presidente da companhia, Magda Chambriard.




