A exploração na Margem Equatorial Brasileira foi tema, nesta segunda-feira (27/5), de painel do ESG Energia e Negócios, evento promovido pelo IBP com o objetivo de debater a sustentabilidade ambiental, a responsabilidade social, a governança corporativa e a atração de investimentos para o setor de petróleo e gás.

Durante o painel, foram discutidos os benefícios de investimentos em novas fronteiras exploratórias no Brasil para a sociedade local, contribuindo para a geração de receitas e empregos na região.

Participaram do painel, como palestrantes: Allan Kardec Duailibe Barros, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Flavio Andrade, CEO da OceanPact, João Correa, CEO da TGS do Brasil e Marcelo Thomé da Silva de Almeida, diretor do Instituto Amazônia+21. A moderadora do painel foi Daniele Lomba, gerente geral de Licenciamento e Meio Ambiente da Petrobras.

Daniele Lomba, Gerente Geral de Licenciamento e Meio Ambiente da Petrobras, apresentou dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) que mostram o potencial da Margem Equatorial brasileira como geradora de 2 milhões a 3 milhões de empregos no país, R$ 400 a 800 bilhões injetados no PIB, R$ 25 bilhões a 46 bilhões em tributos, além de R$ 20 bilhões a 30 bilhões de participações especiais e royalties anualmente.

A executiva destacou ainda que os simulados de emergência realizados recentemente pela Petrobras na Margem Equatorial foram muito bem avaliados pelo Ibama.

Allan Kardec, professor da Universidade Federal do Maranhão, criticou a forma como é conduzido o debate sobre a exploração dos recursos da Margem Equatorial no país.

“O Brasil precisa mostrar que as energias do setor de óleo e gás são essenciais para o desenvolvimento da sociedade”, afirmou. “Precisamos de mais fóruns como este, para esclarecer,
trazer a sociedade para a conversa, mostrar o valor do petróleo, conquistar a confiança e avançarmos”, acrescentou.

Flavio Andrade, CEO da OceanPact, afirmou que é possível aproveitar a oportunidade para beneficiar o país e as duas regiões.

“Temos tecnologias que garantem a segurança do meio ambiente quando a produção for iniciada. Porque ela vai acontecer, com certeza. Precisamos utilizar a fase exploratória para conhecer melhor, gerar conhecimento sobre a região”, destacou.

Marcelo Thomé da Silva de Almeida, diretor do Instituto Amazônia+21, defendeu o uso das receitas da exploração de óleo e gás na Margem Equatorial no desenvolvimento sustentável da Amazônia.

“Temos 30 milhões de brasileiros nas regiões que precisam de desenvolvimento sustentável”, disse. “Precisamos superar o atraso das duas regiões em infraestrutura, educação, emprego e oportunidades. A questão não é se [a exploração] deve ser feita, mas como ela deve ser feita, utilizando as melhores práticas que o setor já tem há décadas e estabelecendo uma governança para que a decisão da exploração seja revertida para a sociedade e para a sustentabilidade ambiental da Amazônia”, avaliou.

João Correa, CEO da TGS do Brasil reforçou que as duas agendas – desenvolvimento e sustentabilidade – não são excludentes.

“Essa dicotomia não existe. Uma agenda não anda separada da outra. Desenvolvimento e sustentabilidade caminham juntas e devem proporcionar que as riquezas do país retornem como benefícios para a sociedade”, afirmou.

Trending

Descubra mais sobre Blog do Desenvolvimento

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading