O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, voltou a defender a exploração na Margem Equatorial Brasileira. “Não podemos tirar o direito do Brasil de conhecer suas potencialidades no setor mineral e no de petróleo”, afirmou, em entrevista publicada nesta quarta-feira (22/5), no jornal O Globo.

Na entrevista, Silveira criticou ambientalistas radicais:

“Os extremos não contribuem. O passar boiada do governo anterior ia levar o Brasil à bancarrota. Outro extremo são ambientalistas radicais que não querem praticar a boa política: a que dialoga e, às vezes, perde e entende que faz parte da democracia. Seria cômodo eu embarcar num discurso politicamente correto, mas eu faria um desserviço ao país “, disse.

De acordo com Silveira, a ex-diretora da ANP, Magda Chambriard, indicada para assumir a presidência da Petrobras, conseguirá tocar pesquisa e exploração na Margem Equatorial Brasileira.

“Ninguém em sã consciência aceitaria um desafio conhecendo a visão do governo, incluindo a do ministro de Minas e Energia, se tivesse visão diferente. Quero acreditar que ela vai, sim, se esforçar e terá meu total apoio. Ela vai se esforçar para manter a empresa com credibilidade alta, atrativa para o investidor, mas reconhecendo que a Petrobras não é exclusivamente uma empresa de exploração de petróleo. Ela tem outras obrigações com o investidor e com o Brasil: gás, fertilizante, refino”.

Segundo Silveira, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, nas reuniões sobre o tema, “nunca foi textual que é contra [a exploração na Margem Equatorial]”.

“Ela sempre disse que está no Ibama sendo analisado tanto quanto outros processos de licenciamento. Eu não quero acreditar que ela é contra, porque para ser contra a alguma coisa você tem que ter dados objetivos. Esses dados objetivos nunca foram colocados”, reforçou.

Trending

Descubra mais sobre Blog do Desenvolvimento

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading