A Frente Parlamentar em Defesa da Exploração de Petróleo na Margem Equatorial foi lançada, nesta quarta-feira (17/4), em Brasília. A instalação da frente foi aprovada no ano passado pela Câmara dos Deputados, obtendo 203 assinaturas de parlamentares de diversos estados e partidos.
“Estamos falando de um incremento de R$ 65 bilhões em incremento do PIB do país e a geração de mais de 300 mil empregos. É uma perspectiva muito grande. O Brasil não tem direito de virar as costas para o IDH das regiões Norte e Nordeste, não tem direito de fechar os olhos para que a Margem Equatorial possa transformar a vida socioeconômica da região”, defendeu o deputado federal Pedro Lucas Fernandes.
“Chegou a hora do Congresso Nacional e do Poder Executivo dar as mãos em prol do desenvolvimento da região”, acrescentou.
“É importante que tenhamos esse debate dentro do Congresso Nacional”, afirmou o secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Pietro Mendes, que representou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Para o presidente da Gasmar, Allan Kardec, a exploração na Margem Equatorial será importante para a garantir a segurança energética do país.
“Temos pela frente uma demanda extraordinária de energia que vai exceder a capacidade de fornecimento atual”, observou.
Durante a solenidade, a gerente Geral de Licenciamento e Meio Ambiente da Petrobras, Daniele Lamba, destacou o compromisso da companhia com as regiões Norte e Nordeste e com a Amazônia.
“O respeito é o balizador principal da nossa atuação na Amazônia”, afirmou, lembrando que a produção de petróleo da Petrobras na região foi iniciada na década de 80.
“A produção no Polo de Urucu, que hoje contribui com cerca de 15% do PIB do estado do Amazonas e mais de 19 mil empregos, reúne característica que nos fazem ter orgulho”, observou. “É uma prova de que é possível harmonizar o desenvolvimento com a preservação, com o cuidado e com o respeito”, acrescentou.
Symone Araújo, diretora da ANP, observou a importância de buscar novas reservas que garantam a segurança energética do país.
“A partir dos anos 2030 o pré-sal irá declinar. Uma descoberta de petróleo ganha maturidade entre 7 a 8 anos. Então, se queremos novas reservas, o momento de decisão é agora, sob pena de mais a frente perdermos nossa autossuficiência, voltando a ser importadores de petróleo com uma pegada de carbono maior do que a do petróleo que produzimos hoje no país”, observou.
O presidente do IBP, Roberto Ardenghy, destacou a competência técnica e operacional da indústria de petróleo que atua no país.
“Todos os dias o país produz 3,58 milhões de barris de petróleo e transportamos 340 milhões de litros de combustíveis para todos os rincões do país. E fazemos isso com enorme responsabilidade”, afirmou. “Então, quando se fala em exploração em qualquer lugar do país, a mensagem é de confiança baseada na experiência que a indústria desenvolveu ao longo dos anos”, concluiu.
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