As duas unidades de liquefação de gás natural da Eneva, em fase de construção no Maranhão, entram em operação em julho. A informação foi dada nesta quinta-feira (21/3) pelo CEO da Eneva, Lino Cançado.
O gás natural liquefeito (GNL) produzido pelas unidades será utilizado para a substituição de óleo combustível e óleo pesado em operações da Vale e da Suzano no estado do Maranhão.
“Essas serão as primeiras unidades de liquefação de gás natural em terra no Nordeste”, afirmou, durante o evento “Nordeste: uma nova fronteira do desenvolvimento do Brasil”, promovido pelo jornal O Globo.
O executivo destacou ainda a criação, em parceria com a Scania do Brasil e com a Virtu GNL, de um corredor azul para fornecimento de GNL para a região do MATOPIBA.
“Com o início da operação das plantas de liquefação de gás vamos oferecer o transporte pesado e de longa distância com GNL como combustivel, reduzindo as emissões de CO2 e de NOx (óxidos de nitrogênio). E com GNL explorado, produzido, tratado e liquefeito na região Nordeste, com 70% de mão de obra nordestina nesses empreendimentos”, explicou o CEO da Eneva.
O executivo destacou ainda as oportunidades de produção de biocombustíveis na região. “Onde tem agronegócio pujante tem biocombustível”, lembrou.
“Esses combustíveis tem uma emissão de CO2 quase pura e existem oportunidades de capturar esse CO2 e armazenar na subsuperfície tornando esses combustíveis inclusive carbono negativo. Essa é uma cadeia de valor que estamos olhando com muito carinho, pois temos conhecimentos em subsuperfície, compressão de gás e perfuração de poços”, concluiu.




