A Margem Equatorial Brasileira representa uma das últimas novas fronteiras exploratórias do Brasil, afirmou o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Joelson Mendes, durante o fórum “Transição Justa e Segurança Energética“, realizado nesta sexta-feira (15/3), em São Luís, no Maranhão.

Durante o evento, Mendes reforçou a importância da exploração na região.

“Com os projetos que nós temos na mão, sem novas descobertas, vamos chegar, em 2050, produzindo no país menos de 1 milhão de barris de petróleo por dia. Para um país que produz, atualmente, 3 milhões de barris de petróleo por dia, isso mostra a necessidade de buscar novas reservas”, observou.

“Este é um recado extremamente importante para o país: ou nós tomamos ações – e a Petrobras está tentando tomar essas ações – para encontrar novas reservas ou, nas décadas de 2040 e 2050, seremos importadores de petróleo novamente”, afirmou.

“O que a gente está buscando no momento, quando falamos de novas fronteiras exploratórias, estamos querendo dar continuidade ao projeto de produções crescentes [de petróleo no Brasil]. Na realidade, quando a gente mira 2050, estamos falando da sustentabilidade da produção e não necessariamente uma produtividade crescente”, observou.

De acordo com Mendes, apesar da transição energética em curso, a demanda futura por petróleo continuará e o mundo ainda precisa de incorporações adicionais para substituir as reservas atuais.

“Temos um cenário de consumo mundial de 55 milhões de barris de petróleo por dia em 2050 e o Brasil, que responde hoje por 3% dessa demanda, tem a oportunidade de suprir 5% dessa demanda pelas características e custos de nosso petróleo”, afirmou.

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