A produção de DDG (sigla em inglês para grão seco de destilaria) no Brasil pode chegar a quase 7 milhões de toneladas na safra 2024/2025. A estimativa é da StoneX Brasil.
“A projeção considera uma estimativa de crescimento de 16% da produção de etanol à base de milho, que poderá alcançar, na próxima safra a 7,2 bilhões de litros”, afirma Marcelo Di Bonifacio Filho, analista em Inteligência de Mercado da consultoria.
“Cada tonelada de milho gera 400 litros de etanol e algo entre 300 kg e 400 kg de DDG. Considerando a estimativa de produção 6,2 bilhões de litros de etanol, esse volume corresponderia a uma produção de 5,9 milhões de toneladas de DDG na safra 2023/2024”, explica.

Obtido na produção de etanol, esse coproduto é rico em proteínas, vitaminas e aminoácidos e são utilizados na alimentação de gado.
Segundo Bonifacio Filho, com o DDG e o óleo de milho, outro coproduto bastante comum nas destilarias dos EUA, mas que tem uma produção ainda insipiente no Brasil, as usinas têm uma receita a mais, que pode ser utilizada para equilibrar as contas durante as flutuações do mercado.
De acordo com o analista, a produção e o interesse pelo DDG vem crescendo junto com a produção de etanol de milho.
“O mercado interno é um grande comprador do produto, mas a exportação, por conta dessa oferta abundante, também tem crescido”, observa.





