A Petrobras já considerava como “Favorável” a exploração de petróleo na Bacia de Barreirinhas, na Margem Equatorial Brasileira, desde a década de 60. A informação consta na classificação do potencial das bacias sedimentares da Margem Continental Brasileira, elaborada pela então Divisão de Exploração da Petrobras, tanto na classificação de 1965 como na de 1968.

“Já a Bacia de Campos, classificada como “Possivelmente Favorável” em 1965, teve sua avaliação melhorada para “Favorável” em 1968”, explica o geólogo Adali Spadini, que participou de curso “Margem Equatorial: Mitos e Verdades” promovido pela Associação Brasileira de Geólogos de Petróleo (ABGP) para jornalistas.

De acordo com o geólogo, em 1970 foi iniciada uma campanha na Margem Equatorial, com a perfuração do poço 1-PAS-1, localizado na frente da Ilha de Marajó, na costa do Pará. No mesmo ano, foi perfurado o poço 1-APS-1, na costa do Amapá. Ambos em águas muito rasas.

Ainda na Foz do Amazonas, em 1971, foram realizados diversos trabalhos que mostravam áreas consideradas, com os dados da época, como favoráveis para a acumulação de petróleo.

Nesse mesmo ano de 1971, a Petrobras perfurou poços na Bacia de Campos e na Bacia de Santos, ambos sem indicações de petróleo.

“Apesar desse intenso esforço exploratório na plataforma continental no início dos anos 1970, apenas uma descoberta importante aconteceu: e ela ocorreu na Margem Equatorial: foi a descoberta do Campo de Ubarana, na Bacia Potiguar “, explica o geólogo.

“No final de 1974, a Bacia de Campos responde positivamente com a descoberta do Campo de Garoupa, uma acumulação relativamente grande e que, mais importante, apontava para o potencial dessa bacia. A partir daí a Petrobras direciona a maior parte de seus investimentos de E&P para a Bacia de Campos, onde as descobertas se sucedem rapidamente, até chegar às grandes descobertas de Águas Profundas, a partir de 1984”, acrescenta.

A partir daí, segundo Spadini, a expansão da exploração para as vizinhas bacias do Espírito Santo e para a Bacia de Santos, foi um processo natural resultante do imenso acúmulo de conhecimento geológico adquirido com a exploração e produção na Bacia de Campos pela Petrobras.

Para o geólogo, pelo conhecimento geológico atual, a perspectiva é que as bacias da Margem Equatorial Brasileira apresentam a maior probabilidade de apresentarem descobertas significativas de petróleo, numa escala que permita manter um elevado nível de produção.

“Com o atual nível de reservas do Brasil, principalmente relacionadas ao Pré-sal, a estimativa é que em torno de 2030 será atingido o pico de produção; a partir daí o declínio será natural”, afirma.

“Para manter a produção é absolutamente necessário incorporar novas reservas, que terão que ser descobertas num horizonte próximo para que seja viabilizada sua produção no início dos anos 2030”, conclui.

Trending

Descubra mais sobre Blog do Desenvolvimento

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading