A industria de petróleo e gás vai investir R$ 23,8 bilhões no Maranhão até 2034. Com esses investimentos, o Produto Interno Bruto (PIB) do estado pode crescer 7,5% e gerar mais de 62 mil postos de trabalho com projetos de petróleo e gás.
Os dados são do estudo “O & G no futuro do Maranhão: Avaliação dos investimentos e impactos”, encomendado pela Gasmar (Companhia Maranhense de Gás) para a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e apresentado para a secretaria de Desenvolvimento Econômico do Governo do Maranhão.
A Gasmar está investindo R$ 68 milhões no primeiro gasoduto de São Luís e planta de gás natural e R$ 20 milhões em 3 postos de gás veicular em São Luís e 1 posto em Imperatriz.
“O Maranhão tem a segunda maior bacia de gás natural, a Bacia do Parnaíba, foi o estado que melhor que aproveitou o gás até hoje, como o menor custo do Brasil. E demonstrou ao Brasil como viabilizar o gás natural em uma década”, destacou o presidente da Gasmar, Allan Kardec Duailibe.
De acordo com o levantamento, o estado possui atualmente 19 projetos de gás previstos até 2034. O investimento desses projetos chega a R$ 2,3 bilhões. Dentre eles estão a Estação de regazeificação mini-GNL da Gasmar, as estações de produção de Gavião Preto, Gavião Tesoura e Gavião Mateiro, e o gasoduto São Antônio dos Lopes-São Luís, da Eneva, e os desenvolvimento da Petrobras na Margem Equatorial, nas Bacias de Barreirinhas e Pará-Maranhão.
Para o professor o professor Luís Eduardo Duque Dutra, da UFRJ, a sequência de projetos identificados no estado sugere um potencial de crescimento extraordinário na presente década e na próxima.
“É fundamental que o estado acompanhe de perto esses projetos”, observou.
Durante a apresentação, o secretário de Desenvolvimento Econômico, José Reinaldo Tavares, destacou o efeito multiplicador do somatório desses investimentos.
“O Maranhão é um estado de vantagens incomparáveis. Com os projetos no setor de petróleo e gás podemos acelerar o processo de industrialização e gerar novas oportunidades profissionais, mais qualificadas e melhor remuneradas “, afirmou.




