Projetos de longo prazo e de cunho regional como os da Margem Equatorial deveriam acontecer de forma independente dos processos de licenciamento. A opinião é da bióloga Laura Viana, da PGS.

“Esse redesenho propiciaria a geração de uma base de dados mais robusta e de maior qualidade, para responder a perguntas sobre os padrões de ocorrência de espécies e impacto das atividades antropogênicas sobre a biota marinha”, afirmou, durante o I Fórum de Licenciamento Ambiental: Margem Equatorial, promovido pela Associação Brasileira de Geólogos do Petróleo (ABGP) nesta quarta-feira (8/11), no Rio de Janeiro.

Segundo a bióloga, a PGS já realizou diferentes projetos de levantamento de dados ambientais no âmbito de seus processos de licenciamento das atividades de pesquisa sísmica realizadas nas Bacias do Ceará e Potiguar, entre 2015 e 2018.

“Os projetos contaram com diferentes ferramentas de monitoramento, desde telemetria satelital de quelônios, até observação visual de mamíferos marinhos, aves e quelônios e registros acústicos de mamíferos marinhos. Adicionalmente, também foram realizados levantamentos de dados socioeconômicos, através de visitas a mais de 70 comunidades de pesca da região, localizadas em 26 diferentes municípios”, conta.

Para Laura, os dados primários coletados contribuem para o aumento do conhecimento sobre as espécies que ocorrem na margem equatorial e padrões de ocorrência dessas espécies. Na parte de socioeconômica foi possível conhecer um pouco mais sobre a pesca artesanal local, suas características e sazonalidade, bem como as necessidades das comunidades pesqueiras.

“Esse acervo de dados está disponível para uso púbico e serve como subsídio para futuros estudos ambientais da Margem Equatorial. Esses dados também podem compor uma base de dados maior e contribuir para pesquisas cientificas que tenham como objetivo aprofundar as análises realizadas”, afirmou.

O evento teve patrocínio da Petrobras e reuniu especialistas da SBGF, Petrobras, Companhia de Gás Maranhense (Gasmar), TGS, PGS, Marinha do Brasil, UFF e UFPA.

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