Estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME) na área de estudos e pesquisas destinadas a subsidiar o planejamento do setor energético, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) sugere, na nova edição do Plano Indicativo de Processamento e Escoamento de Gás Natural (Pipe), apresentado nesta quarta-feira (28/2), a implantação de um gasoduto na Margem Equatorial Brasileira.

O gasoduto teria 350 km de extensão, 32 polegadas de diâmetro e vazão de 20 milhões de m³/dia e ligaria o bloco exploratório FZA-M-59, operado pela Petrobras, a aproximadamente 3.000 m de profundidade, até uma unidade de processamento de gás natural (UPGN) localizada nas proximidades do município de Calçoene, no Amapá. O CAPEX estimado é de R$ 7,2 bilhões.

De acordo com a base de dados consultada pela EPE, “não há interferência em unidades de conservação, terras indígenas ou quilombolas “.

Segundo a EPE, foi considerado, como cenário de desenvolvimento de produção na Foz do Amazonas, o uso de dois navios-plataformas (FPSO, na sigla em inglês), com capacidade de processar 220 mil barris de óleo por dia cada, com separação e tratamento de óleo e gás natural.

O óleo produzido no bloco seria exportado via navio aliviador.

De acordo com a EPE, a escolha pela elaboração de um projeto para a bacia do Foz do Amazonas “decorre do sucesso exploratório que tem sido observado durante a exploração da Bacia Guiana-Suriname, nos países vizinhos de mesmos nomes, que poderiam ter similaridades geológicas com a margem equatorial brasileira, bem como com bacias da costa oeste africana”.

“Ademais, a inclusão de projetos exploratórios na região descentraliza os investimentos de exploração e produção para diversas regiões do país, podendo gerar empregos, aumentar a arrecadação e participar de um desenvolvimento regional e nacional (…). Ademais, é relevante destacar que a oferta de gás natural na Região Norte pode motivar a transição energética, migrando de combustíveis mais poluentes (óleo diesel e óleo combustível) para o uso do gás natural, principalmente para geração termelétrica”, afirma a EPE, no Pipe.

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