O Brasil pode protagonizar a descarbonização marítima. A opinião é de Flavio Ribeiro, CEO da Bunker One Brasil e presidente da Associação Brasileira de Bunker (Abrabunker).

“O recente anúncio da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) de que vai alterar a Resolução 903 para incluir a comercialização de biodiesel marítimo até 24%, é um passo gigantesco para a regulamentação do biodiesel e suas misturas no Brasil e, mais ainda, é fundamental para a tão aguardada e necessária transição energética do setor”, afirma.

“Se antes estávamos atrás dos transportes rodoviário e aeronáutico, agora começamos a caminhar para uma navegação mais limpa e sustentável”, avalia.

De acordo com o executivo, frente a todos esses desafios e metas do setor de combustíveis marítimos, o Brasil se destaca por ter um enorme potencial para se tornar um ator-chave na produção de matérias-primas, biocombustíveis e outros combustíveis alternativos para a indústria de bunker.

“Para isso, é preciso que as partes interessadas, tanto públicas quanto privadas, unam-se em prol de uma produção responsável, especialmente para que os biocombustíveis de primeira geração – a partir de açúcares, amidos ou óleos vegetais – sejam aceitos na comunidade naval, como tem ocorrido nas indústrias automotiva e de aviação”, observa, lembrando que a meta da Organização Marítima Internacional (IMO, sigla em inglês) é descarbonizar o transporte marítimo global até 2050.

“Eficiência energética e operacional, otimização da frota e da viagem, automação de diversas funções e, principalmente, a adoção de novos combustíveis são os caminhos para atingirmos as metas”, conclui.

Líder na comercialização de bunker (combustíveis marítimos), em março a Bunker One confirmou sua participação na Aliança Brasileira para Descarbonização de Portos.

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