O Maranhão poderá ter projeto para produção de 10 GW de hidrogênio verde, amônia e fertilizantes. A proposta foi apresentada pelo CEO da NextGenHydrogen, Wesley Paul, na sexta-feira (26/4), durante evento na Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema). Para o executivo, o projeto tem o potencial de transformar o estado no centro de hidrogênio verde do Brasil, de produção de fertilizantes verdes do país e de excelência em tecnologia de descarbonização.

“O Maranhão possui vantagens competitivas como produção de energia solar e eólica, terras disponíveis, água doce, porto de águas profundas, ligação ferroviária para o sul, localização privilegiada próximo dos grandes mercados, produção agrícola e indústrias como Vale e Alumar”, avaliou.

O projeto, orçado em US$ 20 bilhões para produção de 10 GW de hidrogênio verde, amônia e fertilizante tem potencial de gerar 10 mil novos empregos e receitas anuais de US$ 4 a 5 bilhões. A estimativa é que o projeto gere um incremento de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do Maranhão e um impacto climático de 20 milhões de toneladas de reduções de CO2. O projeto-piloto da instalação é de 1 GW e conclusão prevista para 7 anos. A proposta é que o negócio seja verticalmente integrado para minimizar os custos de produção, chave para a rentabilidade, a fim de atrair investidores estrangeiros para financiar o projeto.

O diretor da Fiema, João Batista Rodrigues, que representou o presidente da Federação das Indústrias, Edilson Baldez, no evento de apresentação do projeto, disse que não existe desenvolvimento sem investimentos para a construção e a inovação dos negócios.

“Investimentos são imprescindíveis para incentivar o crescimento econômico sustentado e favorecer a evolução das competências e vocações do país e do nosso estado”, afirmou.

O secretário da SEDEPE, José Reinaldo Tavares, reiterou que o projeto é da maior importância e sensível para o desenvolvimento do estado. “A presença do senhor Wesley Paul significa o acesso a capitais, a projetos e à atração de empresários”, observou.

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