A produção de petróleo na Margem Equatorial brasileira pode criar mais de 320 mil empregos, adicionar R$ 65 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) nacional e acrescentar R$ 3,87 bilhões à arrecadação indireta.
Os dados foram levantados pelo Observatório Nacional da Indústria da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Os cálculos tiveram como base o sistema de contas regionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2019, para isolar eventuais distorções por causa da pandemia.
A simulação considerou que cada estado produzirá as máquinas e equipamentos necessários para a produção de petróleo, demandando quantitativos de mão de obra de acordo com o volume de produção de cada estado. Além disso, assumiu-se que todo petróleo obtido será exportado.
“A produção de petróleo na margem equatorial viabilizará recursos que poderão melhorar a segurança energética do Brasil, abrir caminhos de transição para a economia verde e a descarbonização, além de promover avanços sociais e na infraestrutura dos Estados que compõem a Margem”, afirma o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Rafael Lucchesi. “É importante dizer que isso dependerá da capacidade de o País construir uma governança dos recursos que garanta transparência, metas e fiscalização da aplicação da riqueza obtida a partir da exploração”, observa.
Lucchesi lembra que os valores obtidos poderão ser investidos em tecnologia para o desenvolvimento de novas formas de produção de energia verde e sustentável, uma vez que o petróleo é finito, para viabilizar a transição energética tão necessária.
“Mas, até que os combustíveis mais sustentáveis, como o hidrogênio verde, tenham escalabilidade industrial e sejam economicamente viáveis, o petróleo continuará sendo usado”, diz.
Impacto econômico e social por estado da Margem Equatorial
A CNI projetou os impactos econômicos e sociais da produção de petróleo em cada um dos Estados que fazem parte da Margem Equatorial – Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Pará e Amapá. Para isso, considerou a estimativa de exploração de um poço por Estado, com capacidade de 100 mil barris por dia, ao preço do barril de US$ 80, com uma taxa de câmbio de R$ 4,93. Com base nesse cenário, o potencial por Estado seria o seguinte:
Amapá:
Valor adicional ao PIB de R$ 10,7 bilhões, um acréscimo de 61,2%
Criação de 53.916 empregos
Pará:
Valor adicional ao PIB de R$ 10,7 bilhões, um acréscimo de 6,2%
Criação de 51.706 empregos
Maranhão:
Valor adicional ao PIB de R$ 10,9 Bilhões, um acréscimo de 12,2%
Criação de 56.626 empregos
Piauí:
Valor adicional de R$ 10,7 bilhões ao PIB, um acréscimo de 21,5%
Criação de 52.828 empregos
Ceará:
Valor adicional de R$ 10,9 bilhões, um acréscimo de 7,2% no PIB
Criação de 56.669 empregos
Rio Grande do Norte:
Valor adicional ao PIB de R$ 10,8 Bilhões, um acréscimo de 15,9%
Criação de 54.304 empregos
Clique aqui para acessar o Simulador de Impacto do Petróleo na Margem Equatorial, elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria.



