Líder global na comercialização de bunker (combustíveis marítimos), a Bunker One realizou, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), um estudo sobre a utilização de biodiesel em embarcações.
O estudo indica que a adição de 7% de biocombustível pode ser utilizada sem gerar perdas frente ao bunker tradicional.
Com o objetivo de fomentar o uso de biocombustível pelo setor marítimo, a Bunker One entregará a íntegra da pesquisa ao Ministério de Minas e Energia e à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
“Como bunker não precisa ser exclusivamente fóssil, em um cenário mundial de descarbonização, decidimos avaliar se o biodiesel poderia ser misturado ao diesel marítimo, tornando-se uma alternativa viável técnica, econômica e ambientalmente “, explica Flavio Ribeiro, CEO da Bunker One Brasil.
Segundo ele, a ideia é uma adoção gradual do biocombustível pela indústria de petróleo e gás e naval.
“Esse primeiro teste poderá ser avaliado e replicado por outros agentes, abrindo caminho para novas pesquisas e aprofundamentos, que culminem na adoção do biodiesel no bunker”, afirma.
De acordo com o executivo, a Bunker One já tem clientes interessados em biocombustível. E, seguindo os passos da matriz dinamarquesa, subsidiária brasileira espera poder, em um futuro próximo, comercializar combustíveis verdes no Brasil.
Em setembro do ano passado, Acelen e Bunker One anunciaram a assinatura de parceria comercial para fornecimento de combustíveis marítimos no Brasil.
O acordo permite que embarcações de todos os tipos e de diversas rotas, entre elas as que têm como origem e destino Europa e Estados Unidos, possam abastecer na região de fundeio do Porto do Itaqui, na Baía de São Marcos, no Maranhão.
Até dezembro, 50 grandes cargueiros e petroleiros foram abastecidos na localidade. Segundo o CEO da Bunker One Brasil, para 2024, a expectativa é de um crescimento entre 40% e 50% no total de abastecimentos.




